Marinha dos Estados Unidos faz exercício militar perto de Cuba

Novo treinamento dos EUA ocorre na Flórida, a 150 km de Cuba, e incluem tecnologia autônoma em meio a tensões com o regime cubano

atualizado

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Reprodução/ Comando Sul das Forças Navais dos EUA e 4ª Frota dos EUA
Imagem colorida mostra exercícios dos EUA de monitorização no âmbito do FLEX2026 - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra exercícios dos EUA de monitorização no âmbito do FLEX2026 - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Comando Sul das Forças Navais dos EUA e 4ª Frota dos EUA

Os Estados Unidos iniciaram um novo exercício militar no sul da Flórida, próximo a Cuba, em meio ao aumento da tensão com o governo da ilha. As manobras ocorrem em Key West, a cerca de 150 km do território cubano, e fazem parte da operação chamada FLEX2026.

De acordo com a Marinha norte-americana, os treinamentos começaram na última sexta-feira (24/4) e seguem até esta quinta (30/4). A ação envolve o uso de sistemas autônomos, semi-autônomos e equipamentos não tripulados, além de forças navais tradicionais.

O objetivo, segundo os militares, é testar e acelerar o uso dessas tecnologias em situações reais, principalmente em operações marítimas. Entre as metas estão melhorar a vigilância na região e combater crimes como o tráfico de drogas no Caribe.

Desde o início do ano — e após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela —, Donald Trump aumentou a retórica e a pressão comercial contra Cuba. O republicano chegou a afirmar, em março, que terá a “grande honra” de tomar o país assim que a guerra com o Irã terminar.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou neste mês que o país está preparado para responder a uma possível ação militar dos Estados Unidos. “O momento é extremamente desafiador e nos convoca a estarmos preparados para enfrentar sérias ameaças, entre elas a agressão militar”, declarou o chefe de Estado.

Aumento da presença militar dos EUA em Cuba

Nos últimos meses, já havia sido registrado um aumento na presença militar dos EUA ao redor de Cuba. Isso inclui voos de drones de alta altitude, como o MQ-4C Triton, usados para missões de longa duração e monitoramento.

Também foram identificadas aeronaves de inteligência e vigilância, como o RC-135 e o P-8 Poseidon, além de equipamentos de controle aéreo e helicópteros militares. Esses recursos permitem acompanhar movimentações no ar e no mar em tempo real.

O exercício inclui ainda embarcações não tripuladas, operadas até com apoio de empresas privadas. No mar, um dos destaques é o navio de combate USS Wichita, que reforça a presença naval americana na região.

Segundo o governo dos EUA, as ações fazem parte da estratégia de combate ao crime organizado. Nessa terça-feira (28/4), inclusive, o Senado norte-americano rejeitou uma proposta que poderia limitar a autoridade de Donald Trump em relação a um possível ataque militar norte-americano contra Cuba.

Apresentada pelo Partido Democrata, a resolução foi rejeitada por 51 a 47 votos favoráveis. O projeto impedia que Trump autorizasse qualquer ação militar norte-americana contra Cuba sem o aval do Congresso dos EUA.

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