Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Lula: convocação de novas eleições é "problema da Venezuela"

Após o episódio da prisão de Nicolás Maduro, presidente brasileiro afirmou que é necessário respeitar "que a Venezuela cuide do seu destino"

17/04/2026 11:28
YouTube/Reprodução
Presidente Lula - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (17/4), que uma eventual convocação de novas eleições na Venezuela é “problema” da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e do povo venezuelano.

Passados três meses da captura e prisão do presidente Nicolás Maduro, a oposição pressiona para que o país convoque um novo pleito. Em entrevista coletiva na Espanha, o presidente brasileiro afirmou que é necessário respeitar “que a Venezuela cuide do seu destino”.

“Se ela [Delcy] quer ou não convocar eleição é um problema dela, do partido dela e do povo da Venezuela. Eu já tenho muitas preocupações com o Brasil para que me preocupar com a Venezuela. Eu quero que a Venezuela fique bem, volte a ser um país feliz, sem tutela de ninguém”, ressaltou. 

Maduro foi preso em uma operação liderada pelos Estados Unidos (EUA) em 3 de janeiro deste ano. Então vice-presidente, Delcy assumiu o governo de forma interina para comandar o processo de transição. Atualmente, não há perspectiva de novas eleições.

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, cobrou a decretação de um novo pleito  diante da “ausência total” de Maduro.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

“A Constituição venezuelana é muito clara e estabelece que, em caso de ausência total — e ninguém pode duvidar da ausência total do senhor Nicolás Maduro —, eleições devem ser convocadas em até 30 dias”, defendeu.

Lula na Europa

O chefe do Planalto começou pela Espanha uma série de compromissos na Europa, com foco em acordos comerciais, cooperação estratégica e no debate sobre democracia, com destaque para parcerias em minerais críticos, incluindo terras raras.

A viagem inclui, ainda, passagens por Alemanha e Portugal ao longo de cinco dias.