Irã diz que Trump repetiu “grandes mentiras” sobre programa nuclear
Governo iraniano respondeu após Trump falar sobre a relação com o país em discurso sobre Estado da União
atualizado
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetiu “grandes mentiras” sobre o país em discurso no Capitólio. Em um post nas redes sociais nesta quarta-feira (25/2), Baqaei disse que a tática dos Estados Unidos é de criar uma “ilusão da verdade”.
“Tudo o que alegam em relação ao programa nuclear iraniano, aos mísseis balísticos do Irã e ao número de vítimas durante os protestos de janeiro é simplesmente a repetição de grandes mentiras”, disse.
Professional liars are good at creating the ‘illusion of truth.’
“Repeat a lie often enough and it becomes the truth”, is a law of propaganda coined by Nazi Joseph Goebbels. This is now systematically used by the U.S. administration and the war profiteers encircling it,…
— Esmaeil Baqaei (@IRIMFA_SPOX) February 25, 2026
No discurso sobre o Estado da União, Trump disse que está próximo de um acordo com o Irã, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”, que seriam “nunca teremos uma arma nuclear”. O norte-americano destacou a intenção de acabar com o programa nuclear iraniano. “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas. Nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou.
Trump também disse que o país tem intenção de fazer mísseis que alcancem os Estados Unidos. “Eles já desenvolveram mísseis capazes de ameaçar a Europa e nossas bases no exterior e trabalham para construir mísseis que em breve poderão alcançar os Estados Unidos”, destacou.
O Irã, no entanto, já declarou não ter intenção de construir armas nucleares. “Declaro mais uma vez perante esta assembleia que o Irã nunca procurou e nunca procurará construir uma bomba nuclear. Não buscamos armas nucleares”, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, à Assembleia Geral da ONU, em setembro.
