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Mundo

Em discurso de 1h48, Trump critica Suprema Corte, ameaça Irã e condena imigração

Em discurso no Congresso dos EUA, Trump apresenta balanço do governo e destaca prioridades políticas e econômicas

24/02/2026 22:44, atualizado 25/02/2026 07:29
Kenny Holston-Pool/Getty Images
Donald Trump no discurso do Estado da União, no Capitólio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou, nessa terça-feira (24/2), ao Congresso sobre o Estado da União, no primeiro balanço do mandato atual. O evento ocorreu no Capitólio, em Washington, D.C., e contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. Com 1h48, Trump fez o discurso mais longo da história norte-americana.

Na fala, Trump fez diversas condenações aos imigrantes ilegais e defendeu a política anti-imigração de seu governo. Também voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã.

Ao falar sobre a situação com o país do Oriente Médio, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano destacou que o país não terá armas nucleares. “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou.

Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz por meio da força, que é muito efetiva”, disse.

No discurso, Trump aproveitou para criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço imposto por ele. Segundo o norte-americano, ele resolveu guerras graças às tarifas.

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“Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou.

Imigração

No início do discurso, Trump destacou as políticas anti-imigração de seu governo. Segundo ele, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos. “Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses”, disse. “Hoje, nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, completou.

Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.

“Depois de 4 anos de imigrantes ilegais invadindo nosso país, conquistamos uma grande marca de deportação. De longe, a maior que já vimos”, disse.

Em outro momento, Trump relacionou os imigrantes a crimes cometidos no país. “Nós não os queremos”, disse. Referindo-se aos congressistas presentes, Trump afirmou que, por muitos dos presentes, criminosos poderiam entrar livremente nos Estados Unidos. “O governo americano é para proteger cidadãos americanos e não imigrantes ilegais.”

Ele ainda pediu o fim das cidades-santuários que acolhem imigrantes no país, pediu que o Congresso aprove uma lei para impedir que eles tirem carteira de motorista e prova de cidadania para votar.

Time de hóquei participa de discurso

Em certo momento, Trump convidou o time olímpico de hóquei, medalhistas de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno, para entrar no Capitólio. “Aqui conosco esta noite está um grupo de vencedores que acabaram de encher toda a nação de orgulho”, disse. O presidente aproveitou para lembrar que as próximas Olimpíadas serão em Los Angeles. “Nós faremos um ótimo trabalho lá.”

Menção à Venezuela

Em relação à política externa, Trump fez uma sinalização à situação da Venezuela, que chamou de “nossa nova amiga e parceira”. O norte-americano destacou que, após a prisão de Nicolás Maduro, os Estados Unidos conseguiram 80 milhões de barris de petróleo do país.

Participação do republicano ocorre em meio a forte expectativa sobre a economia, a política tarifária, a segurança nacional e o impacto da mensagem nas eleições de meio de mandato de novembro.


Discurso do Estado da União