Irã diz que 310 estudantes e professores foram mortos na guerra
Ministro da Educação iraniano afirmou que 750 escolas foram danificadas por ataques dos Estados Unidos e Israel
atualizado
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O Irã afirmou que desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, 310 estudantes e professores iranianos foram mortos, e 750 escolas ficaram danificadas em todo o Irã. A informação foi divulgada na noite dessa segunda-feira (6/4) pelo ministro da Educação do país, Alireza Kazemi.
Ele acrescentou que outros 210 estudantes e professores ficaram feridos em ataques nesse período.
As províncias de Hormozgan, Markazi, Teerã e Azerbaijão Oriental foram as mais afetadas pelos ataques à infraestrutura educacional, segundo o ministro.
“O Ministério das Relações Exteriores do Irã já entrou em contato com diversas organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), para buscar justiça legal para os estudantes iranianos”, afirmou Kazemi.
No primeiro dia da guerra, um bombardeio estadunidense atingiu uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã, e deixou mais de 160 mortos.
Aumento da tensão na guerra
Após tentativas frustradas de negociações de paz entre Irã e EUA, mediadas pelo Paquistão, a tensão no Oriente Médio continua a aumentar.
Nesta terça-feira (7/4), o presidente dos Estados Unidos ameaçou matar “uma civilização inteira, para nunca mais recussitar“. O americano havia estipulado um prazo, que se encerra hoje, para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz e aceitasse as condições impostas pelos EUA para encerrar a guerra.
Porém, o Irã não recuou diante das ameaças de Trump. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que ele e mais 14 milhões de iranianos se voluntariaram para “sacrificar suas vidas” para defender o país. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou em resposta a Trump que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que atacaram nesta terça um complexo petroquímico do Irã, desta vez, na cidade de Shiraz. O Exército isralense afirma que o local era utilizado para fabricar substâncias utilizadas em mísseis balísticos do Irã.






