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Mundo

Irã alerta navios sobre riscos de tentar atravessar o Estreito de Ormuz

Via marítima foi fechada novamente neste sábado, após ataques de Israel ao Líbano. Acordo sobre fim da guerra foi assinado na quarta-feira

20/06/2026 20:21
Reprodução/Fars
Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou navios para que não tentem atravessar o Estreito de Ormuz, após a via marítima ser novamente fechada neste sábado (20/6), em meio a uma nova escalada de tensões na região, após ataques de Israel ao sul do Líbano.

Segundo a CNN Internacional, a Marinha da IRGC transmitiu uma mensagem de alerta e contatou diretamente embarcações na área para que evitem trafegar nas proximidades. A organização advertiu que navios que tentarem cruzar o estreito podem encontrar minas ou ser alvejados por forças navais.

Em comunicado, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, das Forças Armadas iranianas, informou que o fechamento de Ormuz ocorreu em resposta ao que classificou como “clara violação dos compromissos dos Estados Unidos” em relação ao primeiro artigo do memorando de entendimento sobre o fim da guerra, assinado na última quarta-feira (17/6).

O comando militar iraniano afirmou que este é o “primeiro passo de resposta à quebra de confiança do inimigo”.

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Na manhã deste sábado, novos ataques foram registrados no sul do Líbano, deixando 16 mortos, incluindo duas crianças.

Cobrança de pedágio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, “a menos que seja imposto pelos EUA”. A declaração foi publicada em sua rede social, a Truth Social.

Na sexta-feira (19/6), o governo do Irã informou que suspenderá, por 60 dias, a cobrança sobre embarcações que passam pelo estreito. A medida vale durante o período do acordo firmado com a Casa Branca.

Cinco dias antes, Teerã havia indicado que pretendia adotar uma “taxa por serviço” para navios que cruzassem a rota marítima após o fim desse prazo.

Esse é o ponto mais sensível do acordo. O texto garante a ausência de pedágios em Ormuz durante os 60 dias, mas deixa margem para disputa sobre o que pode ocorrer depois.

Segundo agências de notícias internacionais, a publicação de Trump foi uma tentativa de afastar a interpretação de que Washington teria aceitado um pedágio iraniano em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

A situação se tornou ainda mais confusa após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta ao que chamou de violações do cessar-fogo por Estados Unidos e Israel.

Em nota, o Comando Central dos EUA negou a versão iraniana e afirmou que o tráfego comercial continua na região. Segundo o órgão, a passagem segura pela hidrovia internacional “permaneceu intacta” durante este sábado.

O Comando Central acrescentou ainda que forças americanas monitoram a área para garantir a liberdade de navegação.