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Mundo

Irã diz que não vai cobrar taxa no Estreito de Ormuz por 60 dias

Medida está prevista no memorando de entendimento firmado com os Estados Unidos nesta semana

19/06/2026 03:56, atualizado 19/06/2026 04:16
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Foto: U.S. Navy via Getty Images
imagem colorida de Navio perto do Estreito de Ormuz próximo ao Irã

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou que não vai cobrar nenhuma taxa dos navios no Estreito de Ormuz por 60 dias.

O comunicado, divulgado nesta sexta-feira (19/6)  pela agência de notícias estatal Irna, diz que o governo do Irã arcará com os custos e que a Autoridade das Vias Navegáveis ​​do Golfo Pérsico foi instruída a processar e priorizar os pedidos para atender aos objetivos do Memorando de Entendimento de Islamabad, firmado com os Estados Unidos na terça-feira (16/6).

Como ainda há riscos na passagem, o comunicado destaca que os navios devem passar pela rota no horário e local previamente anunciados, de forma que a possibilidade de tráfego possa aumentar gradualmente.

O que é o Estreito de Ormuz

A passagem conhecida como Estreito de Ormuz está no centro das negociações entre os Estados Unidos e o Irã para o fim da guerra. O canal marítimo é essencial para a economia global, uma vez que por lá passam de 20% a 30% do petróleo mundial e pelo menos 20% do gás natural liquefeito (GNL).

Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, sendo que, na costa norte, se situa o Irã, e na costa sul, a Península de Musandam — que, por sua vez, é compartilhada pelos Emirados Árabes Unidos e pela Província de Musandam (um exclave de Omã — parte geograficamente separada do país principal).

Quando os Estados Unidos atacaram o Irã, no fim de fevereiro, o Irã fechou a passagem e passou a cobrar pela travessia.

No início da semana, os dois países assinaram um memorando de entendimento, sendo uma primeira fase para um cessar-fogo definitivo. Um dos pontos acordados é o fim do bloqueio naval americano a portos iranianos e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Na segunda-feira (15/6), o presidente Donald Trump tinha dito que a passagem estaria “completamente aberta” até esta sexta-feira (19/6). “O Estreito já está parcialmente aberto, estão ‘caçando’ algumas minas [subaquáticas], que já acharam, mas, essencialmente, navios estão começando a sair agora. Na sexta-feira, [o Estreito de Ormuz] estará completamente aberto”, disse Trump.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, no entanto, afirmou, no mesmo dia, que apesar de o Irã tirar as tarifas aduaneiras, outras taxas seriam impostas pelo país para o uso da rota.

“Não estamos buscando aplicar tarifas aduaneiras, mas serão projetadas e cobradas taxas para serviços de navegação, seguro, proteção ambiental, entre outros”, disse Baghaei, citado pela agência iraniana Fars.