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Mundo

Inspirado em Trump, Milei vai vender cidadania argentina por US$ 350 mil

Anúncio foi feito nesta sexta-feira (2/10), pelo ministro da Fazenda da Argentina, em Paris, na França. O valor não será reembolsável

02/10/2026 16:33
Allison Sales/NurPhoto via Getty Images
O presidente argentino Javier Milei participa da convenção nacional do Partido Liberal (PL) na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, Brasil, em 25 de julho de 2026.

Luis Caputo, ministro da Economia da Argentina, anunciou em Paris, nesta sexta-feira (2/10), que o país vai lançar um programa de cidadania por investimento antes do final deste ano, que oferecerá cidadania argentina mediante contribuição não reembolsável de US$ 350 mil — cerca de R$ 1,8 milhão — ou por compra de título do governo.

Conhecido como “passaporte dourado”, o programa permite ainda a inclusão do cônjuge após uma contribuição adicional de US$ 100 mil, e cada filho menor de 18 anos por US$ 25 mil. 

Quem subscrever um título do governo no valor de US$ 800 mil também está dentro. Se for um casal o preço é US$ 900 mil, além de mais US$ 25 mil para cada filho menor de 18 anos e US$ 100 mil para cada filho adulto entre 18 a 24 anos.  

Segundo comunicado, os recursos serão utilizados para fortalecer ainda mais a posição fiscal e financeira da República Argentina” e “os pedidos serão submetidos a um rigoroso processo de avaliação concebido para preservar a segurança nacional, a integridade do sistema financeiro e a reputação internacional dos cidadãos argentinos”.

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Quem quiser fazer o investimento e adquirir o passaporte, além de poder residir na Argentina, ainda terá o bônus de poder circular entre os países que assinaram o Acordo de Residência do Mercosul, que engloba os argentinos e os países da Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. 

Inspiração no Gold Card de Trump

A nova estratégia para arrecadar dinheiro do presidente Javier Milei se assemelha muito ao “Gold Card”, lançado por seu aliado, Donald Trump, em fevereiro de 2025.

Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos estava vendendo residência permanente nos Estados Unidos inicialmente por US$ 5 milhões. A “doação financeira não reembolsável” direta ao governo baixou para US$ 1 milhão por pessoa física, ou US$ 2 milhões por uma empresa, alguns meses depois e até hoje não deu certo, já que a iniciativa enfrenta forte contestação legal por falta de aprovação do Congresso.