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Mundo

Houthis ameaçam atacar Arábia Saudita após bombardeios no Iêmen

Apesar de acusação dos Houthis contra a Arábia Saudita, ataque foi reivindicado pelo Ministério da Defesa do Iêmen

13/07/2026 14:48
Mohammed Hamoud/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida de pessoas carregando caixão

Os Houthis ameaçaram atacar a Arabia Saudita após bombardeios contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, localizado na capital do Iêmen. A manifestação foi divulgada nesta segunda-feira (13/7) pelo porta-voz do grupo, Yahya Saree.

“Em uma agressão injusta e descarada, o inimigo saudita, um criminosos, atacou o Aeroporto Internacional de Sanaa com vários ataques aéreos, encerrando assim a fase de redução da escalada, e assumindo as consequências de sua agressão”, afirmou Saree. “Afirmamos que essa agressão não passará impune e será punida”.

A Arábia Saudita não comentou a declaração dos Houthis até o momento. O Ministério da Defesa do Iêmen, por sua vez, assumiu a autoria dos ataques em no aeroporto de Sanaa. 

Segundo o general Ali Al-Aqeeli, ministro da Defesa do país, a medida foi tomada para impedir o pouso de um avião do Irã no aeroporto.

“A milícia houthi terrorista, apoiada pelo regime iraniano, impediu a aviação nacional iemenita de pousar no Aeroporto da Capital Sanaa, e insistiu que o iraniano violasse o território da República do Iêmen, e por isso a pista do aeroporto foi visada”, disse o ministro.

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No início do mês, os Houthis ameaçaram atacar aeroportos sauditas e outras instalações vitais no país após acusar a Arábia Saudita de violar o espaço aéreo iemenita.

O grupo iemenita controla vastas regiões do norte do Iêmen desde 2014, após uma ofensiva em meio a deposição do ex-presidente do país, Ali Abdullah Saleh, em 2021.

Desde o início da guerra civil no Iêmen, a Arábia Saudita se tornou um dos atores estrangeiros no conflito. Os sauditas apoiam um governo provisório e reconhecido internacionalmente, e lideraram uma coalizão militar contra os Houthis até 2022, quando um cessar-fogo entre as partes envolvidas nas hostilidades foi firmado, com mediação da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Enquanto isso, os Houthis são historicamente apoiados pelo Irã, político e militarmente.