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Guerra em Israel e Gaza completa 9 dias em meio à crise humanitária

Além de somar mais de 3 mil mortos, guerra tem acarretado crise humanitária na Faixa de Gaza, com escassez de suprimentos básicos

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Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida mostra Cenas de destruição na Faixa de Gaza após ataque do Hamas a Israel. Governo brasileiro procura aeroportos para retirar cidadãos que moram na região - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Cenas de destruição na Faixa de Gaza após ataque do Hamas a Israel. Governo brasileiro procura aeroportos para retirar cidadãos que moram na região - Metrópoles - Foto: Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images

A guerra entre Israel e Hamas completa nove dias neste domingo (15/10). Até o momento, os ataques resultaram em mais de 3 mil mortes, colocaram a população civil da Faixa de Gaza em crise humanitária e a escalada de violência começa a envolver outros países.

No sábado (14/10), o Aeroporto Internacional de Aleppo, na Síria, foi atacado por mísseis dos caças israelenses. Os relatos foram dados pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). A força aérea do país tinha como alvo o Hezbollah. O grupo assumiu a autoria de ataques no norte de Israel no início de sábado.

Crise humanitária

Na última madrugada, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram pelas redes sociais que não atacariam o norte de Gaza até as 13h deste domingo (15/10) — 7h no horário de Brasília —, para que a população migrasse rumo ao sul da região.

Na última sexta-feira (13/10), as FDI determinaram que todos os civis da área deixem o norte da Faixa de Gaza, mas adiou o prazo-limite pela segunda vez. A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, porém, para o fato de ser impossível esse deslocamento sem “consequências humanitárias devastadoras”.

Ainda assim, o governo de Israel não recuou da determinação, o que levou centenas de milhares de famílias a deixarem tudo para trás. E, em meio a essa mobilização, os bombardeios não cessaram.

A ordem de retirada afeta mais de 1,1 milhão de palestinos — quase metade deles são crianças, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) —, mas o governo israelense mantém indícios de que seguirá com o plano de invadir a região por terra.

Nesse sábado (14/10), em um comunicado, as Forças de Segurança de Israel afirmaram preparar ataques por “ar, mar e terra” contra a Faixa de Gaza.

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Falta de suprimentos

Desde o início da mais recente escalada do conflito, em 7 de outubro, o governo de Israel tem promovido uma série de ataques a mísseis em Gaza, em retaliação a investida do Hamas. Tornaram-se comuns imagens de civis sendo retirados dos escombros das próprias casas.

O conflito resultou, até o momento, em mais de 3 mil mortos. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, o país registrou mais de 1,3 mil óbitos. Do outro lado, o número total de palestinos mortos passa de 2 mil.

Em entrevista à CNN americana, a porta-voz da Unicef Sara Al Hattab afirmou que a guerra já resultou na morte de 700 crianças palestinas em Gaza, enquanto outras 2,4 mil ficaram feridas. Na última quinta-feira (12/10), metade dos mortos na região eram mulheres e crianças.

Os bombardeios contra a Faixa de Gaza se somam à falta de suprimentos de primeira necessidade, a partir da iniciativa de Israel de ordenar um cerco total à região. Gaza tem carecido, por exemplo, de alimentos, combustíveis e remédios.

Uma das consequências da falta de combustível em Gaza se deu com a paralisação da usina termelétrica local. Não há produção de energia desde a última quarta-feira (11/10).

A falta de energia afetou, por exemplo, a usina de dessalinização de água, o que impacta no abastecimento de água potável aos palestinos de Gaza. O Unicef ainda destaca que a rede de abastecimento de água — o que inclui poços, reservatórios e usinas — foi atingida por bombardeios.

Necessidade humanitária

A reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) terminou sem um acordo sobre a situação dos civis na Faixa de Gaza, em evento realizado na última sexta-feira (13/10).

Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que a proposta para a criação de um corredor humanitário foi bem recebida pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. Israel e Egito entraram em consenso sobre um corredor específico para estrangeiros.

Há alguns dias, a ONU ainda condenou os recentes eventos de conflito entre Israel e o grupo Hamas, além do cerco a Gaza.

O Brasil tem defendido um corredor humanitário, por meio dos pedidos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao mandatário de Israel. No sábado, Lula conversou com os chefes de Estado da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e do Egito, Abdel Fattah al-Sissi. Por telefone, o petista tratou da saída de brasileiros da Faixa de Gaza e externou preocupação com os civis na região e o bloqueio de ajuda humanitária.

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