Governo Trump sanciona banco de Cuba por supostas ligações com o Irã
De acordo com o governo dos EUA, banco estatal de Cuba presta serviços para instituição financeira do Irã alvo de sanções norte-americanas

O Banco Internacional de Comércio S.A (BICSA) de Cuba tornou-se o alvo mais recente das sanções do governo dos Estados Unidos, que acusa a instituição financeira de manter vínculos com o Irã. A medida foi anunciada pelo chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, nesta quinta-feira (15/10).
Nas palavras do secretário de Estado dos EUA, o BICSA tem prestado serviços ao Banco Karafarin do Irã, sancionado pelo Departamento do Tesouro em 2020. Apesar disso, não foram apresentadas provas da conexão entre as duas instituições financeiras.
“Para que fique bem claro: o governo Trump não tolerará um Estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a menos de 160 quilômetros do território americano”, afirmou Rubio em nota. “Continuaremos a identificar e eliminar agressivamente as interconexões financeiras e de segurança do regime cubano com o Irã e outros Estados e atores perigosos e hostis”.
Bens e ativos congelados nos EUA
Com o anúncio desta semana, bens e ativos do banco estatal cubano, que estejam nos EUA ou sob controle de cidadãos norte-americanos, estão congelados.
A medida se soma a outras ações semelhantes adotadas pelo governo norte-americano desde que Donald Trump reassumiu a Casa Branca, no início de 2025.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO objetivo declarado do presidente republicano é forçar uma mudança de governo em Cuba. As sanções possuem forte apoio de Marco Rubio, que é filho de cubanos e crítico da atual administração de Havana.
Do último ano para cá, diversas autoridades cubanas, assim como instituições do país, foram alvos de retaliações econômicas de Washington como parte da campanha de pressão norte-americana contra a ilha.
