ONU: China cobra fim de sanções contra Cuba e faz discurso crítico aos EUA
Sem citar nominalmente os EUA, o vice-presidente da China cobrou o fim imediato das restrições aplicadas contra Cuba

O vice-presidente da China, Han Zheng, usou parte do discurso dele na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para criticar os Estados Unidos por causa das sanções impostas à Cuba. Zheng falou na tarde deste sábado (26/9) em Nova York, nos EUA, e sem citar nominalmente os norte-americanos, demandou o fim imediato das restrições.
“A China insta o país em questão a cessar imediatamente o uso da ameaça da força contra Cuba e a suspender imediata e completamente o bloqueio e as sanções”, disse Han.
Além de criticar as sanções, Han cobrou que os norte-americanos respeitem a soberania dos países do Oriente Médio, inclusive os que estão na região do Golfo. Os EUA travam uma guerra, desde fevereiro deste ano, com o Irã.
No discurso, o vice-presidente ainda fez questão de destacar os feitos internos do país. “A China realizou dois milagres em seu próprio território: a rápida ascensão ao poder econômico e a estabilidade social a longo prazo”, afirmou.
O EUA e a China tiveram avanços nesta semana em alguns pontos de embate entre as duas nações mais poderosas do Planeta. O presidente Xi Jinping foi recebido por Donald Trump na Casa Branca. Durante o encontro, houve acordo para a redução de impostos de importação sobre um volume de US$ 30 bilhões em mercadorias de ambos os lados.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa última terça-feira (21/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da assembleia.
Em um pronunciamento de cerca de 22 minutos, o titular do Planalto e candidato à reeleição levantou bandeiras de campanha, criticou a fragilidade do sistema multilateral e rejeitou tentativas de interferências na eleição brasileira.



