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Mundo

Na ONU, Rússia garante que seguirá com invasão na Ucrânia "até o fim"

Em discurso na ONU, chanceler da Rússia também acusou países europeus de dificultar negociações de paz

26/09/2026 16:38, atualizado 26/09/2026 16:42
Spencer Platt/Getty Images
Imagem colorida mostra Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, durante reunião no Conselho de Segurança da ONU - Metrópoles

O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou neste sábado (26/9), durante discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que os objetivos estabelecidos por Moscou para a guerra na Ucrânia serão alcançados. Segundo ele, as metas da chamada “operação militar especial” serão cumpridas “não importam as circunstâncias”.

“Nossa luta pela verdade e pela justiça será levada até o fim. Os objetivos da operação militar especial serão alcançados, as ameaças à segurança da Rússia serão eliminadas e a vida pacífica será restaurada. Isso acontecerá não importa as circunstâncias”, afirmou Lavrov.

A expressão “operação militar especial” é usada pelo governo russo para se referir à invasão em larga escala da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. Moscou afirma que a ofensiva tem como objetivo proteger a segurança da Rússia e eliminar o que chama de “causas profundas” do conflito.

Entre as exigências apresentadas pelo Kremlin ao longo da guerra estão mudanças na situação territorial e política da Ucrânia e garantias relacionadas à segurança russa.


Guerra da Ucrânia

  • O conflito entre Rússia e Ucrânia começou em 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia e o início dos combates no Donbas.
  • A invasão em larga escala, que transformou o conflito em uma guerra de grandes proporções, começou em fevereiro de 2022.
  • Mais de quatro anos depois, Moscou e Kiev continuam sem chegar a um acordo sobre os termos para encerrar a guerra.
  • Os Estados Unidos mantêm uma frente de negociação com os dois governos, enquanto países europeus defendem a continuidade do apoio à Ucrânia.

Durante o discurso, Lavrov também criticou os países europeus. Segundo o chanceler russo, governos do continente tentam dificultar as negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, em um momento em que os Estados Unidos buscam aproximar Moscou e Kiev para avançar em um acordo de cessar-fogo.

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Lavrov afirmou que os países europeus estariam tentando impedir negociações apoiadas por Washington. A declaração ocorre poucos dias após o encontro entre o chanceler russo e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Nova York.

Apesar dos contatos diplomáticos, Rússia e Ucrânia ainda divergem sobre as condições para interromper os combates. Enquanto as negociações não avançam para um cessar-fogo abrangente, os dois países mantêm ataques aéreos e operações militares, incluindo ações contra infraestrutura e instalações do setor de energia.