Governo Trump convida Putin para a cúpula do G20 nos Estados Unidos
Informação foi divulgada pelo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante atividades na 81ª Assembleia Geral da ONU

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi convidado para a cúpula de líderes do G20, que será realizada em dezembro em Miami, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, nesta quarta-feira (23/9).
“Convidamos o presidente Putin para o G20”, disse o secretário de Estado dos EUA. “Acreditamos que é uma oportunidade para ele se reunir não apenas com Trump, mas também com outros líderes mundiais”.
Pouco antes do anúncio, Rubio se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, às margens da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a diplomacia russa, diversos temas foram discutidos entre os dois durante a conversa. Entre eles, a guerra na Ucrânia, soluções diplomáticas para o conflito na Europa e a situação no Oriente Médio, no Cáucaso do Sul, na América Latina e no Caribe.
Donald Trump já havia sugerido, no início do ano, que Putin participasse do evento que reúne lideranças das maiores economias do mundo. Neste ano, o fórum acontece nos EUA, pois o país ocupa a liderança rotativa do grupo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Kremlin já sinalizou que o líder russo pode comparecer ao evento, apesar de um mandado de prisão internacional, emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que tem limitado visitas de Putin a outros países.
Em 2023, a Corte — popularmente conhecida como Tribunal de Haia — pediu a prisão do presidente da Rússia por crimes de guerra cometidos durante o conflito na Ucrânia. Ele é acusado de ter responsabilidade direta na deportação ilegal e transferência de crianças ucranianas para o território russo.
Segundo o estatuto do TPI, os 125 países-membros que reconhecem o tribunal devem cumprir mandados de prisão caso uma pessoa procurada esteja em seus territórios. Por isso, as últimas viagens internacionais de Putin foram para nações que não fazem parte do Tribunal de Haia — como é o caso dos Estados Unidos.



