Governo Trump já revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros nos EUA
EUA vive endurecimento da política migratória desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025

Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o governo de Donald Trump revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros desde que o republicano voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
De acordo com o órgão, a maior parte das revogações ocorreu após abordagens policiais, principalmente por casos relacionados a crimes como agressão e direção sob efeito de álcool ou drogas.
Em comunicado, divulgado nesta segunda-feira (10/8), Departamento de Estado afirmou que os imigrantes tiveram os vistos revogados por terem “violado os termos de seus vistos, cometido crimes, incitado a violência contra cidadãos americanos, fraudado americanos, abusado do sistema de imigração ou colocado em risco a segurança nacional”.
O retorno de Donald Trump à Presidência impulsionou o endurecimento da política migratória. Em 2024, último ano do governo de Joe Biden, cerca de 40 mil vistos foram cancelados pelos EUA. Em um ano e meio de Trump na Casa Branca, o número já ultrapassa, e muito, a média do governo antecessor.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs EUA adotaram medidas para restringir a entrada e a permanência de estrangeiros no país, além de intensificar a fiscalização sobre imigrantes e ampliar os mecanismos de controle para concessão e manutenção de vistos.
A ofensiva migratória inclui ainda o aumento das deportações e a adoção de medidas contra estrangeiros considerados uma ameaça à segurança nacional.
Revogação de visto
A revogação do visto não significa, necessariamente, que o estrangeiro esteja sujeito à deportação. O Departamento de Estado, no entanto, afirma que o secretário Marco Rubio determinou que a medida diplomática seja aplicada em diversos casos por razões de política externa.
O texto cita, entre os exemplos:
- “um cidadão cubano ligado a uma operação de influência do regime comunista cubano”;
- “cidadãos iranianos com ligações ao regime iraniano”;
- “um pedófilo laosiano perdoado pelo governador de Minnesota, Tim Walz”;
- “e um cidadão kuwaitiano que incitava violência contra o presidente dos Estados Unidos e chamava os americanos de seus “inimigos.”
Ao final do comunicado, o Departamento de Estado afirma que continuará utilizando todos os recursos disponíveis para “proteger nossas comunidades daqueles que abusam desse privilégio”.
“Sob a liderança do Presidente Trump e do Secretário Rubio, o Departamento de Estado continuará a identificar, investigar e revogar os vistos de estrangeiros que representam uma ameaça à segurança do povo americano. Um visto americano é um privilégio, não um direito“, conclui o órgão.



