Governo da Colômbia tem dificuldades no apoio a vítimas de terremoto
Colômbia foi atingida por terremoto de magnitude 7,4 no último dia 10, que deixou 283 mortos até o momento

Os esforços do governo da Colômbia não têm sido suficientes para atender as vítimas do terremoto que atingiu o país no início da semana, provocando milhares de mortes. A informação foi divulgada pela diretora-executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), organização religiosa e humanitária ligada ao papa Leão XIV.
Em conversa com o Metrópoles, María Inés Espinosa Calle afirma que a onda de destruição provocada pelo tremor tem impedido a chegada de ajuda do Estado nas regiões mais afetadas.
“A presença do Estado tem sido insuficiente devido a severas barreiras geográficas que dificultam o acesso de suas instituições às áreas mais afetadas: Quibdó, Cali, Pereira e Manizales”, explica a diretora da ACN na Colômbia.

Segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), os bloqueios em estradas e rotas para as regiões mais atingidas são um obstáculo para medir a real destruição provocada pelo abalo sísmico.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDiante deste cenário, explicou Calle, a Igreja tem assumido o papel de atenção primária às vítimas do terremoto, por meio da arrecadação de fundos que serão destinados para a compra de medicamentos, comida, água e barracas.
O tremor, de magnitude 7,4, deixou 287 mortos até o momento. De acordo com o último balanço divulgado pela Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), 3.975 pessoas foram feridas.
Estimativas iniciais apontam que mais de 13 mil habitações foram destruídas pelo terremoto, enquanto cerca de 79 mil sofreram danos.
O governo de Abelardo de la Espriella calcula que 378 pessoas continuam desaparecidas — número muito abaixo do relatado em uma plataforma criada pela sociedade civil para registrar casos de sumiço.
No site Colombia te Busca, onde é possível registrar desaparecimentos após o tremor, o paradeiro de 4.253 pessoas segue desconhecido.
Ainda assim, o governo la Espriella disse que só buscou a ajuda de quatro países para os trabalhos de busca e resgate: Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador. Todos eles são governados por políticos de direita, e alinhados com a política de Donald Trump para a América Latina.
O presidente colombiano, contudo, nega qualquer politização na escolha.
Serviço
Chave Pix para participar da campanha de arrecadação da ACN Colômbia em ajuda às vítimas do terremoto: colabore@acn.org.br



