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Mundo

Após críticas, governo da Colômbia diz "coordenar ajuda internacional"

Chanceler diz ter canalizado doações e anuncia pedidos a equipes estrangeiras para reforçar buscas por vítimas do terremoto de 7,4

12/08/2026 18:00, atualizado 12/08/2026 18:37
Alexis Munera/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida mostra um dos prédios que desabaram após terremoto na Colômbia - Metrópoles

O governo da Colômbia afirmou, nesta quarta-feira (12/8), que está coordenando a ajuda internacional oferecida ao país após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste colombiano. A declaração ocorre depois de críticas de que a administração do presidente Abelardo de la Espriella estaria demorando para aceitar apoio estrangeiro nas operações de resgate.

O chanceler colombiano, Omar Bula Escobar, afirmou que a chancelaria montou, desde as primeiras horas após o desastre, uma equipe em coordenação com a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). Segundo ele, o objetivo é organizar as ofertas de diferentes países e garantir que os recursos cheguem às regiões mais afetadas.

“Desde então, temos trabalhado sem parar, principalmente para coordenar as ofertas de ajuda humanitária feitas por diversos países”, afirmou.

Bula Escobar disse que o governo já recebeu e canalizou doações internacionais e que aviões com suprimentos começaram a chegar ao país. Ele citou a ajuda de El Salvador, que enviou 100 toneladas de itens humanitários, e a operação do México, que encaminhou 58,5 toneladas de materiais.

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O chanceler afirmou ainda que o governo colombiano não excluiu nenhum país por razões ideológicas ou políticas.

“Trabalhamos com os governos sem qualquer consideração ideológica ou política e aceitamos e agradecemos profundamente a ajuda oferecida”, declarou.

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Trabalhadores de resgate em Cali, Colômbia
Civis e equipes de resgate buscam vítimas entre os escombros de um prédio de sete andares que desabou na Plaza Bolívar, em Pereira, Colômbia, após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país
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Bomberos Bogotá/ reprodução
Trabalhadores de resgate em Cali, Colômbia
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Trabalhadores de resgate em Cali, Colômbia

Reprodução/Prefeitura de Cali
Civis e equipes de resgate buscam vítimas entre os escombros de um prédio de sete andares que desabou na Plaza Bolívar, em Pereira, Colômbia, após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país
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Civis e equipes de resgate buscam vítimas entre os escombros de um prédio de sete andares que desabou na Plaza Bolívar, em Pereira, Colômbia, após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país

Gabriel Aponte/Getty Images

Colômbia pede equipes de resgate

Além dos suprimentos, o governo Espriella anunciou uma nova etapa para as operações de busca e resgate. O diretor da UNGRD, David Suárez Tamayo, informou que a Colômbia começou a formalizar pedidos de apoio a equipes especializadas de Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel.

Segundo Tamayo, os grupos estrangeiros serão acionados para reforçar as operações e permitir o revezamento das equipes colombianas durante os diferentes períodos de trabalho.

As equipes deverão ser certificadas internacionalmente e reconhecidas pelos respectivos governos. A Colômbia também estabeleceu que os grupos precisam seguir os protocolos do INSARAG, sistema internacional que estabelece padrões e certifica equipes de busca e resgate em desastres.


Críticas sobre demora na ajuda

  • A explicação do governo ocorre após questionamentos sobre a condução da cooperação internacional.
  • Nos primeiros dias após o terremoto, diferentes países anunciaram ofertas de equipes, recursos e suprimentos, mas parte do apoio ainda não havia chegado às regiões atingidas.
  • O embaixador da China em Bogotá, Zhu Jingyang, havia cobrado publicamente que o governo colombiano divulgasse um contato oficial para coordenar a assistência internacional.
  • A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também afirmou que o país estava preparado para enviar ajuda humanitária e uma equipe especializada em resgates, mas aguardava uma solicitação formal de Bogotá para iniciar a operação.
  • O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, por sua vez, disse que o governo colombiano havia solicitado inicialmente apenas insumos para atender as famílias afetadas.
  • O país enviou dois aviões com 100 toneladas de ajuda humanitária.
  • A Colômbia também recebeu ofertas de apoio de outros governos, incluindo Chile, Argentina, Equador e Brasil.

Governo tenta estruturar resposta

A resposta internacional ocorre em meio à reorganização da estrutura colombiana de gestão de desastres. O novo governo ainda estava nomeando dirigentes de órgãos fundamentais para a resposta à emergência.

A UNGRD é responsável por coordenar a gestão nacional de riscos e, em situações de grande escala, atua em conjunto com a chancelaria para organizar pedidos de assistência internacional.

O modelo prevê que o governo identifique as necessidades internas e encaminhe aos demais países uma lista de recursos necessários. A centralização busca evitar sobreposição de esforços e direcionar a ajuda para as regiões que mais precisam.