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Distrito Federal

Devido à greve dos rodoviários, Metrô-DF estenderá horário de pico nesta 2ª

Órgão avaliará aumento da demanda de passageiros durante a paralisação dos ônibus no Distrito Federal, marcada para esta segunda-feira

27/09/2026 15:05, atualizado 27/09/2026 15:07
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Devido à greve dos rodoviários, Metrô-DF estenderá horário de pico nesta 2ª

Devido à greve dos rodoviários do Distrito Federal, o Metrô-DF estenderá os horários de pico da manhã e da tarde nesta segunda-feira (28/9). Segundo a companhia, a medida visa garantir um maior fluxo de trens em circulação para atender ao aumento da demanda de passageiros.

“O Metrô-DF esclarece que, na eventualidade da paralisação dos rodoviários, irá estender os horários de pico da manhã e da tarde”, confirmou a companhia, em nota emitida neste domingo (27/9).

Os horários de pico habituais do Metrô-DF são das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30. O órgão não detalhou qual será o aumento neste período. “Vai depender da demanda”, informou.

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A empresa também informou que está tratando internamente, junto à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), um reforço na segurança das principais estações, diante da possibilidade de aumento no fluxo de usuários.

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A greve dos rodoviários começa à 0h desta segunda-feira. A categoria manteve a paralisação em assembleia realizada neste domingo (27/9), após rejeitar a proposta apresentada pelas empresas de ônibus.

Os trabalhadores recusaram uma oferta que previa reajuste salarial de 6%, além de aumentos de 7% no tíquete de refeição e alimentação e na cesta básica; e de 11,88% no auxílio-saúde e plano odontológico. A categoria reivindica 8% de reajuste nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.

Não há previsão para o fim da paralisação.

GDF questiona

O Governo do Distrito Federal (GDF) classificou a greve como “político-eleitoreira” e informou ter adotado medidas judiciais junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). O Executivo local defende que sejam estabelecidos limites mínimos de funcionamento do transporte rodoviário durante a paralisação.

O GDF pediu à Justiça a manutenção de 80% da frota nos horários de menor movimento e de 100% nos períodos de maior fluxo, das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30.

Segundo o governo, a mesa de negociação está aberta desde julho e mais de 10 propostas foram apresentadas pelas empresas. O Executivo também citou a proximidade das eleições e afirmou que o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) solicitou apoio da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) para garantir a operação do transporte público durante o pleito.

Empresas repudiam greve

As concessionárias do transporte público coletivo do DF também repudiaram a paralisação. Em nota, as empresas afirmaram que a greve foi aprovada mesmo diante de uma proposta com reajustes acima da inflação nos itens apresentados.

“Quem mais perde com a paralisação é a população. São milhares de trabalhadores, estudantes, pacientes e idosos que dependem dos ônibus todos os dias”, disseram as empresas.

As concessionárias afirmaram ainda que estão em negociação há mais de 10 rodadas e destacaram a evolução dos salários da categoria desde o início dos contratos de concessão.

Segundo as empresas, o salário dos motoristas passou de R$ 1.607,05 para R$ 4.034,60, alta de 151%, enquanto o INPC acumulado no período foi de 97%.

As concessionárias disseram que permanecem abertas ao diálogo e cobraram do sindicato o cumprimento da Lei nº 7.783/1989, que estabelece a manutenção do atendimento às necessidades inadiáveis da população durante greves em serviços essenciais.