Empresas de ônibus repudiam greve dos rodoviários: “População é quem perde”
Em nota, concessionárias citam reajuste salarial de 6%; rodoviários rejeitaram a proposta e entram em greve a partir de segunda-feira (28/9)

As concessionárias do transporte público coletivo do Distrito Federal se pronunciaram, após a deflagração da greve dos rodoviários, em repúdio ao movimento aprovado em assembleia da categoria neste domingo (27/9), com início previsto para esta segunda-feira (28/9). Para as empresas, a paralisação prejudica, principalmente, passageiros que dependem dos ônibus para trabalhar, estudar e acessar serviços de saúde e públicos.
“Quem mais perde com a paralisação é a população. São milhares de trabalhadores, estudantes, pacientes e idosos que dependem do ônibus todos os dias para chegar ao emprego, à escola, ao hospital e aos serviços públicos”, afirmaram as concessionárias.
Segundo as empresas, a proposta apresentada aos trabalhadores previa reajuste salarial de 6%, acima da inflação de 4,11% registrada no período. A oferta foi apresentada no sábado (26/9), um dia antes da aprovação da greve.
Além do reajuste salarial, as concessionárias afirmam que propuseram aumento de 7% no tíquete-refeição e na cesta básica. O auxílio-saúde e o plano odontológico teriam reajuste de 11,88%.
A proposta também estabelecia, segundo as empresas, a duplicação do seguro de vida em grupo e a manutenção dos postos de trabalho de cobrador durante a vigência do acordo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasEmpresas citam reajuste dos motoristas
Na nota, as concessionárias também destacaram a evolução dos salários dos motoristas desde o início dos contratos de concessão. Segundo as empresas, o salário passou de R$ 1.607,05 para R$ 4.034,60 no período, alta de 151%.
As concessionárias afirmam que, no mesmo intervalo, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou 97%. Com a proposta atual de reajuste, a diferença entre a evolução salarial e a inflação, segundo as empresas, passaria de 60 pontos percentuais.
De acordo com as concessionárias, foram realizadas mais de dez rodadas de negociação com o sindicato dos rodoviários. As empresas afirmam que apresentaram propostas por escrito e ampliaram a oferta ao longo das negociações.
Ainda segundo a nota, até o momento o sindicato não teria apresentado uma contraproposta formal.
Cobrança pela manutenção de serviço
As concessionárias disseram que permanecem abertas ao diálogo com os trabalhadores, mas cobraram do sindicato o cumprimento da Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve.
Segundo as empresas, a legislação estabelece que, em serviços essenciais, como o transporte coletivo, devem ser garantidas as necessidades inadiáveis da população mesmo durante uma paralisação.



