
Análise: Lula e Flávio dão sinais de que eleição não terminará nas urnas
Movimentos recentes de Flávio Bolsonaro e de Lula dão indícios de que ambos vão questionar o resultado da eleição e usar Trump como pretexto

Faltando menos de uma semana para o primeiro turno da eleição presidencial, as campanhas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) dão preocupantes sinais de que o pleito pode não terminar nem em 4 de outubro, nem no dia 25, data do segundo turno.
Tanto petistas quanto bolsonaristas parecem estar preparados e municiados de argumentos para contestar o resultado, caso seus respectivos candidatos sejam derrotados. E ambos poderão usar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como pretexto.
No caso de Lula, a explicação para uma eventual tentativa de judicialização das eleições de 2026 virá de uma suposta interferência americana no pleito, sob a alegação de que, por meio de grandes empresas, a campanha de Flávio teria sido impulsionada.
Para tanto, a campanha de Lula conta com a bancada governista no Supremo Tribunal Federal (STF), que já mostrou que quer comandar as eleições, mesmo sem nenhum de seus membros atuar como ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaA própria campanha de Flávio já está preocupada com isso. Como mostrou a coluna, há um receio entre os bolsonaristas de que Lula recorra a essa estratégia. O PT, inclusive, já acionou o ministro Flávio Dino para pedir investigação prévia sobre isso.
Entretanto, como não há santo nesta eleição — com exceção da forçada entrada de Nossa Senhora Aparecida na disputa —, Flávio também terá argumentos para contestar o resultado do pleito, caso perca para Lula.
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Ver todasO principal deles foi dado no domingo (27/9) pelo ministro do STF Flávio Dino. Em uma decisão monocrática, Dino reviu a decisão de Mendonça de proibir a divulgação de notícias falsas de que Flávio quer retirar o título de padroeira do Brasil da santa.
A interferência de Dino na disputa — autorizando a divulgação de uma notícia que já foi comprovada como falsa — pode ser levada pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo jornalista Paulo Figueiredo ao governo dos Estados Unidos.
Assim, a dupla municiaria a Casa Branca para que uma eventual vitória de Lula sobre Flávio nas urnas não seja reconhecida pelos americanos e outros países alinhados aos Estados Unidos, sob a alegação de que o petista utilizou o Poder Judiciário a seu favor.
Caso os prognósticos acima se concretizem, independentemente de quem seja o ganhador, quem perderá indiscutivelmente será o Brasil.









