Futuro da extradição de Carla Zambelli depende de novo julgamento
Última instância da Itália negou a extradição da ex-deputada na última sexta-feira (22/5), mas ainda há outro processo em andamento
atualizado
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Apesar da última instância da Justiça italiana ter negado, na última sexta-feira (22/5), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, um segundo processo ainda pode fazer com que a ex-parlamentar seja enviada de volta ao Brasil.
Entenda:
- Carla Zambelli foi condenada em dois processos distintos no Brasil: a 10 anos e 8 meses de prisão, pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
- Ela saiu do Brasil e foi presa em Roma, na Itália, em 29 de julho de 2025. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.
- O processo julgado em última instância – na Corte de Cassação de Roma, é referente à condenação pela invasão hacker ao sistema do CNJ.
- Ainda falta a Corte de Cassação decidir sobre o processo relativo à condenação por porte ilegal de arma de fogo – o 2° processo de extradição de Zambelli na Itália.
O processo por porte ilegal de arma já foi analisado pela Corte de Apelação de Roma – que autorizou a extradição da ex-parlamentar no âmbito desta condenação. A defesa de Zambelli recorreu à última instância, que ainda deve decidir sobre o caso.
Após a decisão de sexta, Carla Zambelli aguarda os trâmites em liberdade. “Consagro a minha liberdade como uma vitória de Deus”, disse a parlamentar após ser solta.
Ministro da Justiça dará a palavra final
Caso a Suprema Corte da Itália decida autorizar a extradição de Zambelli no 2° processo, a medida ainda dependerá de aval do ministro da Justiça, Carlo Nordio, que pode confirmar ou rejeitar a decisão do tribunal.
O prazo para a decisão do ministro do governo de Giorgia Meloni é de 45 dias após a decisão.
A Justiça brasileira indicou que Zambelli deverá ficar detida, caso a extradição seja aceita, na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.





