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Mundo

Fome atingiu 828 milhões de pessoas em 2021, aponta relatório da ONU

Dados são do estudo Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, divulgado por uma agência das Nações Unidas nesta quarta

Rebeca Borges06/07/2022 11:58
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Aline Massuca/Metrópoles
Homem come restos de comida, diretamente do lixo

O número de pessoas afetadas pela fome no mundo foi de cerca de 150 milhões desde o início da pandemia de Covid-19. É o que mostra o relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, divulgado nesta quarta-feira (6/7) pela Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).

Somente em 2021, cerca de 828 milhões de pessoas sofreram com a falta de alimentos. De acordo com a organização, os impactos econômicos da pandemia foram fatores que contribuíram fortemente com o cenário.

A FAO define a fome como “uma sensação física desconfortável ou dolorosa causada pelo consumo insuficiente de energia alimentar”. “Apesar das esperanças de que o mundo emergiria a pandemia de Covid em 2021 e que a segurança alimentar começaria a melhorar a fome no mundo aumentou ainda mais”, consta no relatório.

Segundo a organização, o mundo passa por um padrão “desigual de recuperação econômica”, e sofre com perda de rendas não recuperadas entre os mais afetados pela pandemia.
A expectativa para os próximos anos não é positiva: o relatório projeta que, em 2030, 670 milhões de pessoas ainda enfrentarão a fome — cerca de 8% da população mundial —, deixando o mundo cada vez mais distante de acabar com a fome, o segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A pandemia teve efeito impactante neste indicador: antes da chegada da Covid, a expectativa era de que, em 2030, 591.3 milhões de pessoas enfrentassem a fome. São 78 milhões de pessoas a menos que na projeção pós-pandêmica.

Insegurança alimentar

Outro problema citado pela organização é a insegurança alimentar. De acordo com a FAO, a situação é caracterizada pela incerteza sobre sua capacidade de obter alimentos, obrigando as pessoas a reduzirem ou interromperem a alimentação.

Em 2021, aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas no mundo sofreram com insegurança alimentar moderada (quando há falta de acesso consistente aos alimentos) ou grave (quando há interrupção da alimentação). O dado equivale a 29% da população.

Além disso, 931 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar em níveis graves, o que equivale a 11,7% da população, segundo a FAO.

Inflação

De acordo com o estudo, os efeitos da inflação no preço dos alimentos, causada pelos impactos da Covid, aumentaram os custos e a inacessibilidade a uma dieta saudável em todo o mundo.

Em 2020, o valor médio foi de US$ 3,54 por pessoa a cada dia, 6,7% a mais que em 2017. A América Latina e o Caribe tiveram o maior custo de alimentação saudável em comparação com outras regiões, com custo médio de US$ 3,89 por pessoa em 2020.

Quase 3,1 bilhões de pessoas não puderam pagar uma refeição saudável em 2020. São 112 milhões de indivíduos a mais que em 2019.
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Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país

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Em outras palavras, se há  aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda

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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles

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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras

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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas

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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda

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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros

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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas

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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido

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“O mundo está retrocedendo em seus esforços para acabar com a fome, insegurança alimentar e desnutrição em todas as suas formas.  Estamos agora a apenas oito anos de 2030, o ano da meta global. Há esforços para avançar, mas estão se mostrando insuficientes diante de um contexto mais desafiador e incerto”, aponta o estudo.

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