EUA revela missão do assessor de Trump que visitará Bolsonaro

Ao Metrópoles, Departamento de Estado dos EUA deu maiores detalhes sobre a visita de Darren Beattie ao Brasil e Bolsonaro

atualizado

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Departamento de Estado dos EUA
Darren Beattie, alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA
1 de 1 Darren Beattie, alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA - Foto: Departamento de Estado dos EUA

A visita do assessor de Donald Trump para politicas relacionadas a assuntos brasileiros, Darren Beattie, ao Brasil terá como foco a promoção dos interesses dos Estados Unidos. O detalhe sobre a vinda do diplomata ao país, que ainda deve incluir um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, foi confirmada ao Metrópoles pela chancelaria norte-americana.


O que está acontecendo?

  • O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu permissão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se reunir com o assessor de Trump Darren Beattie. 
  • Beattie atualmente é assessor especial do governo Trump para políticas relacionadas ao Brasil. 
  • O diplomata é crítico do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atuou como relator do caso que acabou na condenação de Bolsonaro.
  • No último ano, o assessor de Trump acusou Moraes de liderar um esquema de perseguição e censura contra Bolsonaro. 

“O Conselheiro Sênior para Políticas sobre o Brasil e Alto Funcionário do Departamento de Educação e Assuntos Culturais, Darren Beattie, viajará em breve ao Brasil para promover a agenda de política externa ‘América Primeiro'”, disse o Departamento de Estado dos EUA ao ser questionado sobre os objetivos da vista de Beattie a Bolsonaro.

Beattie é um crítico do atual governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e recentemente se envolveu em polêmicas com o ministro Alexandre de Moraes.

Em julho de 2025, o diplomata norte-americano acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de liderar um “complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro. A declaração de Beattie surgiu em meio à pressão dos EUA contra o julgamento do ex-capitão do Exército Brasileiro por tentativa de golpe.

Na época, Donald Trump citou o processo judicial contra Bolsonaro como um dos motivos para a tarifa de 50% aplicada contra exportações brasileiras. A medida, porém, acabou caindo após encontro entre o presidente dos EUA e Lula, na Malásia, que abriu caminho para negociações diplomáticas.

Além disso, Alexandre de Moraes foi alvo direto de políticas retaliatórias de Wasghinton. Acusado de “violações graves contra os direitos humanos”, o ministro do STF foi sancionado com base na Lei Magnitsky, usada para punir estrangeiros. A esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes, também foi sancionada.

Assim como o tarifaço de Trump, as sanções econômicas contra Moraes — que incluíam o congelamento de bens e contas bancárias em território ou instituições norte-americanas — foram retiradas após a melhora no diálogo diplomático entre EUA e Brasil.

A reportagem questionou o governo norte-americano se assuntos relacionados ao ministro do STF, o qual Beattie é crítico aberto, poderiam ser discutidos na visita do diplomata norte-americano a Bolsonaro. O Departamento de Estado dos EUA, porém, disse “não ter mais comentários a fazer neste momento”.

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Encontro segue incerto

Na terça-feira (10/3), Alexandre de Moraes acatou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro, e autorizou a visita de Darren Beattie ao ex-presidente. Conforme estipulado pelo ministro, a visita deve ocorrer no próximo dia 18 de março na Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.

Mas, apesar do sinal verde para o encontro, problemas de datas podem impedir o encontro do assessor de Trump e Bolsonaro.

Conforme mostrou a coluna Manoela Alcântara, a defesa do ex-presidente pediu que Moraes reconsiderasse parte da decisão. Isso porque, argumentam advogados, Beattie não deve ter agenda disponível para visitar a Papudinha no dia 18.

Por isso, a equipe de Bolsonaro insistiu que o ministro autorize o encontro na data que havia sido solicitada inicialmente, em 16 ou 17 de março.

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