
Manoela AlcântaraColunas

Assessor de Trump: Bolsonaro pede que Moraes reconsidere decisão
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) argumentou ao ministro do STF que a data destinada por ele à visita na Papudinha inviabilizaria o encontro
atualizado
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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconsidere parte da decisão que autorizou a visita de Darren Beattie, assessor dos Estados Unidos para políticas ligadas ao Brasil, ao ex-presidente na Papudinha.
Moraes deu decisão nesta terça-feira (10/3) na qual previu o encontro para dia 18 de março, na Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. No entanto, a defesa de Bolsonaro alega que a data, fora do que já havia sido pedido, inviabilizaria a visita, pois Darren Beattie só teria agenda para ir até o presídio nos dias 16 e 17 de março.
“A referida autoridade diplomática cumpre agenda oficial no Brasil por período extremamente curto, o que impossibilita sua permanência em Brasília até a data designada na decisão. Diante do exposto, pugna-se pela reconsideração parcial da decisão para que seja autorizada a realização da visita do Sr. Darren Beattie no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde”, afirmou.
Na decisão de Moraes, ele permitiu que um intérprete acompanhe o encontro, com o objetivo de traduzir as falas de Beattie a Bolsonaro, que não fala inglês fluentemente.
A defesa do ex-presidente já havia pedido ao STF que a visita ocorresse no dia 16 ou 17 de março. Moraes, no entanto, ressaltou na primeira decisão: “Não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação, para segunda (16/3) ou terça (17/3) feiras, conforme solicitado pela defesa, uma vez que os visitantes devem se adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário”.
Crítico de Moraes
Beattie é funcionário do Departamento de Estado dos EUA e é um dos críticos de Alexandre de Moraes. No último ano, quando o juiz brasileiro foi sancionado pela Lei Magnitsky, o diplomata chegou a acusar o ministro de ser o “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”.
As sanções contra Moraes foram retiradas após conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
