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Mundo

EUA considera novas sanções contra Moraes por ações no Maranhão

Governo Trump consideraria operação contra jornalista por reportagens sobre Dino uma violação à liberdade de imprensa

16/08/2026 16:52
Hugo Barreto/Metrópoles
O minstro Alexandre de Moraes, do STF

O governo dos Estados Unidos passou a considerar aplicar novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) depois das operações autorizadas pelo magistrado contra um jornalista e um ex-secretário do Maranhão, segundo o jornal britânico Financial Times.

Moraes foi alvo de sanções em 2025 ao ser enquadrado na Lei Magnitsky. Familiares e o escritório de advocacia administrado pela esposa do ministro também foram alvo de sanções econômicas pela relatoria na trama golpista, que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No entanto, as sanções foram retiradas depois da aproximação entre o líder norte-americano, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relação agora estremecida. Segundo a publicação, autoridades dos EUA passaram a reconsiderar sanções depois de recentes decisões de Moraes.

Segundo o FT, as discussões envolvem as operações autorizadas pelo ministro contra o jornalista Luís Pablo por reportagens que denunciam o uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e parentes no Maranhão.

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Ao longo da semana, Moraes autorizou a realização de mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão, Raimundo Cutrim.

Para interantes do governo Trump ouvidos sob reserva pela reportagem, as ações são consideradas violações à liberdade de imprensa.

Como mostrado pelo Metrópoles, a Polícia Federal informou que, desde novembro de 2025, Luís passou a publicar conteúdos com fotos e dados do veículo funcional de Dino.

O jornalista também postou que o veículo, que oficialmente pertence ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), estava sendo usado pelos parentes do integrante do STF.

Entre as sanções estudadas pelo governo Trump está a reinserção de Moraes na Magnitsky, o que implicaria no congelamento de contas e bens que Moraes tenha nos Estados Unidos e na proibição de empresas norte-americanas — incluindo operadoras de cartões de crédito — e cidadãos de fazerem transações com o magistrado.