Emirados Árabes negam ajuda aos EUA em possível ação contra o Irã

Em nota, governo dos Emirados Árabes Unidos informou que não permitirá o uso do espaço aéreo, terrestre e marítimo em possível ataque ao Irã

atualizado

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O governo dos Emirados Árabes Unidos informou que não dará assistência aos Estados Unidos em um possível ataque norte-americano contra o Irã. A manifestação foi divulgada nesta segunda-feira (26/1) pela chancelaria do país.

De acordo com comunicado, não será permitida a utilização do espaço aéreo, marítimo ou terrestre caso os EUA decidam agir.

“O Ministério das Relações Exteriores reafirmou o compromisso dos Emirados Árabes Unidos de não permitir que seu espaço aéreo, terrestre ou águas sejam usados em quaisquer ações militares hostis contra o Irã, e de não fornecer qualquer apoio logístico nesse sentido”, informou a chancelaria local. 

Localizado no Golfo Pérsico, os Emirados Árabes Unidos abrigam, atualmente, a base militar norte-americana de Al Dhafra. O local é um dos centros chave dos EUA na região, e vem sendo utilizada nos últimos anos em operações contra o Estado Islâmico (ISIS).

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O comunicado surge no mesmo dia em que o governo de Donald Trump confirmou o aumento da presença militar no Oriente Médio. De acordo com o Comando Central dos EUA, o porta-aviões USS Abraham Lincoln foi deslocado para a região com o objetivo de promover “segurança” e “estabilidade regional”.

A movimentação ocorre após o presidente norte-americano ameaçar intervir no Irã, com o objetivo declarado de impedir a morte de manifestantes no país liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.

Na última semana, Trump disse acompanhar de perto a situação dos protestos que tomaram conta do Irã desde o fim de 2025.

Motivadas principalmente pela crise econômica no Irã, as manifestações passaram a ser reprimidas pelo governo teocrático. Relatos indicam de 3 a 5 mil pessoas, entre civis e agentes de segurança, morreram nos últimos 29 dias. 

Para Teerã, contudo, a onda de atos contra o governo de Ali Khamenei é influenciada pelos EUA, que estaria financiando manifestantes iranianos para desestabilizar o país.

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