Líder do Irã diz que país frustrou planos de “inimigos estrangeiros”
Segundo o aiatolá Ali Khamenei, manifestações pró-governo frustraram planos de atores estrangeiros para desestabilizar o Irã
atualizado
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Depois de protestos pró-governo na capital Teerã, e em outros pontos do Irã, o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que a mobilização foi um “aviso aos políticos americanos”. A declaração do chefe iraniano aconteceu nesta segunda-feira (12/1).
“Essas grandes manifestações, repletas de determinação, frustraram planos de inimigos estrangeiros, que seriam executados por mercenários nacionais”, afirmou o mandatário do Irã. “A grande nação do Irã expôs a si mesma sua determinação e sua identidade aos inimigos”, acrescentou.
Desde 28 de dezembro do último ano, o Irã é palco de violentas manifestações. Elas começaram na capital iraniana, Teerã, mas rapidamente se espalharam por outras cidades. Os protestos são motivados pela crise econômica no país — que há décadas é alvo de sanções internacionais.
Segundo dados da organização Ativistas de Direitos Humanos do Irã (HRAI), 544 pessoas já foram mortas nos últimos quinze dias de manifestações. A maior parte, 483, eram pessoas envolvidas nos protestos. Outras 47 vítimas fatais, informou a ONG, seriam militares ou pessoas ligadas às forças de segurança iraniana.
Além disso, os protestos — registrados em ao menos 186 cidades iranianas — resultaram na prisão de mais de 10,6 mil pessoas.
Em meio as agitações sociais, as maiores desde 2022, o aiatolá Ali Khamenei passou a usar a retórica de que os protestos são patrocinados por atores estrangeiros, como os Estados Unidos, com a ajuda de pessoas de dentro do Irã. O objetivo, argumenta o líder supremo iraniano, seria desestabilizar o país.
As acusações contra o ocidente coincidiram com falas do líder norte-americano, Donald Trump. Nas últimas semanas, o presidente dos EUA já sinalizou que não descarta agir contra o Irã. Ele justifica que qualquer ação seria uma forma de impedir que manifestantes sejam mortos.
