Após ameaças, Trump baixa tom e agradece ao Irã por cancelar execuções

Segundo Trump, mais de 800 execuções por enforcamento no Irã foram canceladas pela liderança do país

atualizado

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Presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas da imprensa durante uma reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca, em 9 de janeiro de 2026, em Washington, DC - Metrópoles
1 de 1 Presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas da imprensa durante uma reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca, em 9 de janeiro de 2026, em Washington, DC - Metrópoles - Foto: Alex Wong/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um novo aceno positivo ao Irã e agradeceu à liderança iraniana por cancelar execuções por enforcamento no país — que vive uma das maiores ondas de protestos contra o governo do aiatolá Ali Khamenei desde o fim de 2025. A manifestação do líder norte-americano aconteceu nesta sexta-feira (16/1).

“Respeito profundamente o fato de que todos os enforcamentos programados para ontem (mais de 800) foram cancelados pela liderança do Irã”, escreveu o presidente dos EUA em uma publicação na rede social Truth. “Obrigado!”.

Até o momento, não está claro se as afirmações de Trump são verdadeiras. O governo do Irã ainda não se pronunciou sobre possíveis casos de sentenças de enforcamento contra manifestantes, que tomam as ruas do país desde o dia 28 de dezembro de 2025.

Apesar de a pena de morte estar prevista pela legislação iraniana, o relato mais recente relacionado a enforcamentos como sentença surgiu nas últimas semanas. Segundo a Organização Hengaw para os Direitos Humanos, o Irã estava prestes a executar o jovem Erfan Soltani, condenado à morte após ser detido em meio às manifestações no país. Dias depois, porém, a execução do iraniano de 26 anos foi adiada.

Na última quarta-feira (14/1), o chanceler do Irã foi entrevistado pela Fox News e questionado sobre o assunto. De acordo com Abbas Araghchi, “não há planos para enforcamentos” de manifestantes detidos.

Segundo dados da organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA), ao menos 2.677 pessoas foram mortas na recente onda de protestos, cuja principal reivindicação diz respeito à crise econômica iraniana. A maioria deles eram civis.

A ONG ainda afirma que mais de 19 mil manifestantes foram detidos nos últimos dias de manifestações, registradas em 187 cidades. Protestos que, para o aiatolá Ali Khamenei, são patrocinados pelos EUA e por Israel, com o objetivo de desestabilizar a nação.

Apesar das ameaças de intervir caso civis fossem mortos durante os atos, Trump recuou nos últimos dias e adotou um tom mais ameno. Antes de agradecer ao governo teocrático pelo cancelamento dos supostos enforcamentos, o líder norte-americano já havia afirmado que as “matanças” no Irã estavam parando. 

 

 

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