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Claudia Meireles

Reza Pahlavi: herdeiro da dinastia iraniana ressurge em protestos

Reza Pahlavi é filho do último xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, que comandou a breve dinastia do país até 1979

atualizado

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@officialrezapahlavi/ Reprodução/ Instagram
Reza Pahlavi herdeiro da dinastia iraniana ressurge em protestos
1 de 1 Reza Pahlavi herdeiro da dinastia iraniana ressurge em protestos - Foto: @officialrezapahlavi/ Reprodução/ Instagram

Quando tinha apenas 17 anos, o então príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, viu ruir um futuro que parecia assegurado desde o nascimento. Enquanto passava por um treinamento de piloto de combate nos Estados Unidos, ele literalmente assistiu à queda da dinastia que levava seu nome com a Revolução Islâmica de 1979. Seu pai, Mohammad Reza Pahlavi — o último xá do Irã — foi deposto pelos aiatolás e, desde então, Reza e sua família nunca mais pisaram em sua terra natal.

Longe do Irã, Reza Pahlavi viveu a maior parte da vida entre Los Angeles e um subúrbio de Washington, D.C., nos Estados Unidos, onde se estabeleceu como uma figura de oposição ao regime iraniano, atuando ativamente contra a República Islâmica. Com a morte do pai, em 1980, assumiu simbolicamente o título de xá, embora a família já tivesse perdido oficialmente o poder.

Além da centralidade política, sua trajetória foi marcada por tragédias pessoais. A irmã, Leila, morreu em decorrência de uma overdose, enquanto o irmão, Alireza Pahlavi, tirou a própria vida aos 44 anos, vítima de depressão. Esses episódios, segundo o primogênito da dinastia Pahlavi, são consequência direta do exílio prolongado imposto à família real desde a queda da monarquia.

Reza Pahlavi e o irmão Alireza Pahlavi, que morreu em janeiro de 2011
Reza Pahlavi e o irmão Alireza Pahlavi, que morreu em janeiro de 2011

Reza Pahlavi ganha força em meio a protestos violentos

Em meio aos protestos violentos que tomam conta do Irã, o nome de Reza Pahlavi ressurge como uma alternativa para restabelecer a integridade do país — hoje governado por uma teocracia liderada pelo aiatolá Ali Khamenei, que está no poder desde 1989, após suceder Ruhollah Khomeini, líder espiritual e político da revolução de 1979.

Apesar de suas fotos e de seu nome ganharem força entre manifestantes contrários ao regime, Pahlavi está longe de ser uma figura consensual entre a população, analistas e a comunidade internacional. Na mídia estatal iraniana, ele é retratado como um líder corrupto e distante da realidade e das necessidades do povo.

Protestos no Irã
O Irã vive uma série de protesto contra o regime teocrático. Com a situação, o nome de Reza Pahlavi ressurge para a população

Há ainda quem avalie que o conhecimento político de Reza se limita à experiência herdada do pai — a quem são atribuídos fracassos na administração do Irã. A curta história da dinastia Pahlavi costuma ser associada a um golpe de Estado, avanços econômicos e ao apoio de potências como o Reino Unido e os Estados Unidos.

Em entrevista à BBC, Reza elogiou os manifestantes que pedem o fim do regime e chegou a defender publicamente uma intervenção dos Estados Unidos, apelando ao então presidente Donald Trump.

Ainda assim, uma eventual volta de Reza Pahlavi ao poder está longe de ser garantida. “Ele parece muito simpático, mas não sei como se sairia em seu próprio país”, afirmou Trump. “E ainda não chegamos a esse ponto”, concluiu.

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