BRB pagou R$ 12 bilhões ao Master e recebeu guardanapo, diz Durigan
Segundo Durigan, o Banco Central declarou, durante as negociações no STF, que não há risco sistêmico caso o BRB seja liquidado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou como “crime” o caso do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Master. Em entrevista à Rádio Jornal, nesta segunda-feira (27/7), Durigan disse que o BRB “tem boas operações e boas carteiras”, mas “basicamente passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo de volta, papel que não valia nada”.
Durigan voltou a dizer que a União não tem nada a ver com a crise do banco. “O BRB é um banco cujo acionista principal é o Governo do DF que dilapidou o patrimônio, seja do DF, seja do banco”, declarou.
O chefe da Fazenda ainda comentou o acordo homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux para viabilizar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do BRB com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Durigan afirmou que a governadora do DF, Celina Leão (PP), acionou o STF dizendo que a União tinha que ajudá-la. “E aí eu disse no Supremo: ‘De jeito nenhum. Isso aí é um problema do DF, o DF tem fundos constitucionais para lidar com isso. A União pode ajudar na discussão aqui com o sistema financeiro’”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularSegundo Durigan, o Banco Central declarou, durante as negociações no STF, que não há risco sistêmico caso o BRB seja liquidado. O ministro disse que, agora, o BRB está mostrando ao sistema financeiro o plano para salvar a instituição.
O acordo foi homologado há quase dois meses, em 28 de junho. Desde então, o BRB negocia junto aos bancos privados e públicos a fiança para o crédito. O Governo do DF se comprometeu a dar, como contragarantias, as cotas dos fundos de participação dos estados e dos municípios as quais tem direito.













