Diplomatas do Brasil não deixarão a Ucrânia apesar de ameaça da Rússia
Mais cedo, governo da Rússia pediu que estrangeiros e diplomatas deixem a capital da Ucrânia, onde estão programados “ataques sistemáticos”
atualizado
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Diplomatas em missão na Embaixada do Brasil na Ucrânia não vão deixar país, apesar da recente ameaça da Rússia sobre realizar “ataques sistemáticos” contra a capital Kiev. A informação foi confirmada ao Metrópoles por fontes ligadas à representação diplomática brasileira.
“Temos que ficar e trabalhar pela paz, pelo cessar-fogo, pelo fim da violência”, disse um diplomata que preferiu não se identificar. “Se houver ataques, seguimos os protocolos de segurança, alertas e seguimos para os abrigos”.
Nesta segunda-feira (25/5), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um alerta para cidadãos estrangeiros, e diplomatas, para que deixem a capital da Ucrânia. Isso porque está prevista uma série de ataques contra Kiev, onde está localizada a Embaixada do Brasil, que visam a “empresas do complexo militar-industrial ucraniano”.
Segundo Moscou, a ofensiva é uma resposta a um ataque ucraniano contra a Universidade Pedagógica de Luhansk, localizada na região ocupada por forças russas desde meados de 2014. Ao menos seis pessoas morreram e 39 ficaram feridas, disse o governo da Rússia.
A Rússia iniciou a retaliação ainda no domingo (24/5), quando Kiev foi alvo de um dos maiores ataques desde o início da guerra. O míssil hipersônico Oreshnik foi empregado nos bombardeios, que deixaram ao menos quatro mortos, de acordo com autoridades ucranianas.
A Ucrânia, porém, contesta a acusação. Em nota, a administração de Volodymyr Zelensky afirmou que a operação do último dia 22 de maio teve como alvo diversas instalações militares russas. Entre elas, depósitos de munições, sistemas de defesa aérea e um centro especializado em drones.