Ucrânia rebate narrativa de Putin e nega ataque a dormitório em Luhansk
Ucrânia acusa narrativa de Vladimir Putin de ser uma “campanha de desinformação” e diz que ofensiva mirou quartel e alvos militares russos
atualizado
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A Ucrânia negou nesta sexta-feira (22/5) as acusações feitas pelo presidente russo, Vladimir Putin, de que forças ucranianas teriam atacado deliberadamente um dormitório estudantil na cidade de Starobilsk, na região de Luhansk, ocupada pela Rússia.
Em nota, após as declarações do Kremlin, Kiev classificou a versão russa como uma “campanha de desinformação” e afirmou que os ataques realizados durante a madrugada tiveram como alvo exclusivamente instalações militares russas.
Segundo autoridades russas, ao menos seis pessoas morreram, 39 ficaram feridas e outras 15 permaneciam desaparecidas sob os escombros. Moscou classificou o episódio como um “ataque terrorista” e prometeu avaliar medidas de retaliação.
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Kiev fala em ataque a quartel russo
De acordo com a posição ucraniana, a operação da noite de quinta-feira (21/5) teve como alvo uma série de instalações militares utilizadas pelas forças russas em territórios ocupados.
Entre os alvos estariam uma refinaria de petróleo, depósitos de munição, sistemas de defesa aérea, centros de comando e um quartel-general da unidade militar russa Rubicon, nas proximidades de Starobilsk.
De acordo com Kiev, a Rubicon é um centro especializado em tecnologias de drones e estaria envolvida em ataques frequentes contra civis e infraestrutura ucraniana.
O comunicado acrescenta que a operação foi conduzida com base no direito de autodefesa previsto no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas e acusa Moscou de utilizar uma estratégia de “propaganda espelhada”, atribuindo à Ucrânia crimes que, segundo Kiev, são cometidos rotineiramente pelas forças russas.
Rússia fala em vítimas civis
A versão apresentada por Moscou é diferente. Yana Lantratova, comissária de Direitos Humanos da Rússia, afirmou que 86 adolescentes entre 14 e 18 anos dormiam no alojamento quando drones atingiram o prédio durante a madrugada.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou o episódio como um “crime monstruoso” e afirmou que os responsáveis devem ser punidos.





