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Mundo

Ucrânia: ex-braço direito de Zelensky é indiciado por corrupção

Aliado de Zelensky, Yermak é acusado por órgãos anticorrupção da Ucrânia de participação em esquema ligado a imóveis de luxo perto de Kiev

11/05/2026 18:18, atualizado 11/05/2026 18:47
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Anton Shevelov/Global Images Ukraine via Getty Images
Imagem colorida do chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak

Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete e principal aliado político do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi formalmente indiciado nesta segunda-feira (11/5) por suposto envolvimento em um esquema milionário de lavagem de dinheiro investigado por órgãos anticorrupção ucranianos.

De acordo com a imprensa ucraniana, em um comunicado conjunto do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e da Procuradoria Especializada Anticorrupção da Ucrânia (SAP), Yermak é acusado de integrar um grupo organizado responsável pela lavagem de cerca de 460 milhões de hryvnias — aproximadamente US$ 10,5 milhões — em projetos imobiliários de luxo nos arredores de Kiev.

“O NABU e o SAP descobriram um grupo organizado envolvido na lavagem de 460 milhões de hryvnias em projetos de construção de luxo perto de Kiev”, afirmaram as agências.

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Chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

Tom Nicholson/Getty Images
Chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak
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Chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak

Anton Shevelov/Global Images Ukraine via Getty Images
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Toby Melville - WPA/Getty Images

As acusações foram apresentadas com base no artigo 209 do Código Penal ucraniano, que trata de lavagem de bens obtidos ilegalmente por organização criminosa ou em grande escala. A pena prevista pode chegar a 15 anos de prisão, além de confisco de patrimônio.

Até o momento, Yermak não foi preso e evita comentar acusações. “Comentarei quando a investigação estiver concluída”, afirmou.

Ele também negou possuir patrimônio incompatível com sua renda.

“Não tenho casa, apenas um apartamento e um carro”, declarou.

Questionado sobre supostos codinomes utilizados em gravações investigadas pelas autoridades, respondeu: “Meu nome é Andrey Yermak. Não tenho outro nome”.


Operação Midas

Segundo investigadores, mais de mil horas de gravações feitas no apartamento de Mindich revelaram conversas sobre:

  • Desvios de recursos públicos;
  • Contratos milionários ligados ao setor de energia;
  • Financiamento da produção de drones;
  • Negociações políticas;
  • Construção de mansões de luxo.

Trechos divulgados também mencionariam pessoas identificadas apenas como “Vova” e “Andrey”, interpretadas por investigadores e opositores como referências a Zelensky e Yermak.


Yermak foi demitido oficialmente do cargo de chefe de Gabinete da Presidência ucraniana em novembro do ano passado, horas depois de agentes anticorrupção realizarem buscas em sua residência e seus escritórios em Kiev.

Na ocasião, o governo ucraniano publicou decreto confirmando sua saída. “Destituir Andriy Borisovych Yermak do cargo de chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia”, dizia o documento oficial.

As buscas ocorreram após suspeitas de participação em desvios relacionados à estatal de energia nuclear Energoatom, investigada por suposto esquema envolvendo cerca de US$ 100 milhões.

Figura central do governo Zelensky

Yermak ocupava o cargo desde 2020 e era considerado uma das figuras mais poderosas da política ucraniana.

Além de coordenar decisões estratégicas do governo, ele liderava negociações diplomáticas com aliados ocidentais e chegou a comandar contatos relacionados às discussões de paz impulsionadas pelo governo de Donald Trump.