Rússia condena pressão dos EUA sobre Cuba: “Não aprovamos”
Rússia diz que sanções e ações militares americanas agravam crise humanitária em Cuba após acusação contra o ex-presidente Raúl Castro
atualizado
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A Rússia voltou a criticar, nesta quinta-feira (21/5), a pressão exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba e afirmou que o bloqueio econômico imposto à ilha tem provocado “consequências devastadoras” para a população cubana.
As declarações foram feitas pelo Kremlin após a escalada de tensão entre Washington e Havana, intensificada pela acusação criminal apresentada pelos EUA contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos.
Segundo o porta-voz russo, Dmitry Peskov, o endurecimento das medidas norte-americanas e o envio de forças militares para a região apenas aprofundam a crise humanitária no país caribenho.
“O bloqueio da ilha é inédito, pois está levando a consequências devastadoras para a população. Mais demonstrações de força, incluindo a chegada da armada, só irão agravar a situação do povo do país”, declarou o Kremlin.
Acusações dos EUA contra Castro
- A reação ocorre após o governo do presidente Donald Trump anunciar acusações contra Raúl Castro por conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronave e homicídio.
- Os EUA acusam o ex-líder cubano de ter ordenado, em 1996, o ataque contra duas aeronaves civis ligadas ao grupo de exilados cubano-americanos Brothers to the Rescue.
- O episódio terminou com a morte de quatro pessoas, entre elas três cidadãos norte-americanos.
- A denúncia elevou ainda mais a tensão diplomática entre Washington e Havana em meio ao endurecimento da política externa estadunidense contra governos considerados adversários na América Latina.
- O caso também aumentou especulações sobre uma possível operação mais ampla dos EUA contra Cuba, em moldes semelhantes às ações adotadas anteriormente contra o líder venezuelano Nicolás Maduro.
- O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou a acusação norte-americana como uma “manobra política sem qualquer fundamento jurídico”.
- Enquanto isso, Trump negou que o envio do porta-aviões USS Nimitz ao Mar do Caribe tenha caráter intimidatório.
“Acreditamos que tais métodos, que beiram a violência, não devem, em hipótese alguma, ser aplicados a chefes de Estado em exercício. Não aprovamos tais práticas”, afirmou Moscou.
Ainda segundo o Kremlin, “a pressão que está sendo exercida sobre Cuba é inaceitável”.







