Embaixador revela possibilidade de discussões entre Brasil e Ucrânia

Informação foi divulgada pelo embaixador do Brasil na Ucrânia durante evento no Senado sobre os quatro anos da guerra no Leste Europeu

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra o embaixador do Brasil na Ucrânia - Metrópoles - Foto: Samuel Pancher/Metrópoles

Os governos do Brasil e Ucrânia podem manter reuniões ainda no primeiro semestre deste ano, revelou que embaixador brasileiro em Kiev, Rafael de Mello Vidal. A declaração do diplomata aconteceu durante evento no Senado nesta terça-feira (24/2), sobre os quatro anos da guerra no Leste Europeu.

De acordo com o chefe da missão diplomática brasileira na Ucrânia, o possível encontro se dará a nível ministerial, e não entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Volodymyr Zelensky.

“Há uma expectativa de um encontro ministerial nas capitais, provavelmente em Kiev, estamos trabalhando neste sentido, ainda no primeiro semestre”, disse o embaixador brasileiro, sem dar maiores detalhes sobre quais autoridades podem integrar a delegação.

Na audiência pública do Grupo Parlamentar Brasil-Ucrânia, o diplomata ainda reforçou a posição brasileira sobre o conflito entre ucranianos e russos.

Segundo Rafael de Mello Vidal, o governo brasileiro condenou “a invasão [da Rússia na Ucrânia] desde o início”, e defende uma solução pacífica para a guerra. Ele, contudo, enfatizou que o Brasil mantém uma posição neutra no campo militar — sem apoiar, diretamente, Kiev ou Moscou.

“No terreno moral, adotamos uma postura de condenação a invasão”, disse o embaixador do Brasil na Ucrânia. “No terreno militar, somos neutros”. 

Tal posição, porém, foi o pivô central de uma crise recente entre Brasil e Ucrânia. Na visão do governo Zelenskyk, a administração Lula não adotou uma postura mais enérgica ao condenar os atos da Rússia, e deu diversas sinalizações positivas ao país liderado por Vladimir Putin.

Por conta de insatisfações, a Ucrânia decidiu não indicar um embaixador para a embaixada do país no Brasil no último ano. No mundo diplomático, a medida é vista como um gesto de insatisfação de uma nação em relação a outra.

Clima tenso

A tensão entre Brasília e Kiev também respingou nos presidentes Lula e Zelensky. Em maio do último ano, o presidente brasileiro participou das comemorações do 80º aniversário do Dia da Vitória na Rússia, e acabou irritando sua contraparte ucraniana.

Na época, Zelensky rejeitou ligações telefônicas do presidente Lula, que tentou contato pouco antes do evento em Moscou.

Mas, meses depois, a paz entre os dois líderes foi selada durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). No evento, Lula e Zelensky se reuniram por cerca de 1 hora para discutir o conflito.

Para o presidente ucraniano, o diálogo foi classificado como “importante”. Já o líder brasileiro prometeu articular, junto de autoridades mundiais, soluções de paz para guerra entre Ucrânia e Rússia.

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