Diplomacia dos EUA trata visita de Flávio Bolsonaro como “rotineira”

Ao Metrópoles, o Departamento de Estado dos EUA informou que se reúne “rotineiramente” com líderes políticos

atualizado

metropoles.com

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Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Marco Rubio e Flávio Bolsonaro
1 de 1 Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Marco Rubio e Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL) à sede da diplomacia norte-americana como “rotineira”. O pré-candidato à Presidência do Brasil esteve naquele país entre 26 e 27 deste mês.

O Metrópoles entrou em contato com a diplomacia norte-americana e solicitou maiores detalhes sobre as reuniões de Flávio nos EUA. Um porta-voz afirmou que o Departamento de Estado dos EUA “não comenta discussões diplomáticas privadas”, mas acrescentou:

“O Departamento de Estado se reúne rotineiramente com um amplo espectro de líderes políticos, econômicos e da sociedade civil”, disse à reportagem.

Além de uma reunião com o presidente Donald Trump, Flávio Bolsonaro manteve outras agendas nos EUA durante sua passagem pelo país.

Na quarta-feira (27/5), o senador brasileiro se reuniu com o vice-presidente do país, JD Vance, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e com Darren Beattie, assessor especial de Donald Trump para políticas no Brasil, no Departamento de Estado norte-americano.

Segundo o pré-candidato à Presidência, as conversas na sede da diplomacia dos EUA giraram em torno de dois eixos: a classificação de facções do Brasil, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas, e políticas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva relacionadas às big techs no país.

Assim como a Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA não divulgou detalhes, comunicados ou fotos de Flávio Bolsonaro após as reuniões — como geralmente acontece em outros eventos com lideranças mundiais.

Viagem aos EUA

A ida de Flávio Bolsonaro aos EUA aconteceu semanas após o jornal The Intercept revelar ligações entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Conversas mostraram que o banqueiro pagou R$ 61 milhões para o filme biográfico Dark Horse, que vai contar a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, o ex-mandatário do Brasil cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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