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Veja quais facções latinas estão juntas ao PCC e CV na lista de terroristas dos EUA

Após nova decisão do governo dos EUA, PCC e CV se juntam a cartéis mexicanos e facções da Venezuela e El Salvador na lista norte-americana

28/05/2026 20:40, atualizado 28/05/2026 20:55
Arte/Metrópoles
Veja quais facções latinas estão juntas ao PCC e CV na lista de terroristas dos EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras coloca as facções brasileiras ao lado de alguns dos grupos criminosos mais violentos da América Latina.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28/5) pelo Departamento de Estado dos EUA e integra a estratégia do presidente Donald Trump de suportar o combate ao narcotráfico internacional e ampliar as avaliações financeiras contra organizações criminosas transnacionais.

Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, PCC e CV serão oficialmente incluídos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) em 5 de junho.

O governo norte-americano afirma que as facções estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e que as redes criminosas afetam diretamente a segurança dos Estados Unidos.

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Com essa medida, os grupos passam a integrar uma lista que já inclui cartéis mexicanos, gangues centro-americanas e organizações venezuelanas ligadas ao tráfico internacional de drogas, armas, pessoas e lavagem de dinheiro.

Trem de Aragua

O Trem de Aragua surgiu dentro do sistema prisional da Venezuela e expandiu a atuação para vários países da América Latina e dos Estados Unidos.

Segundo o Departamento do Tesouro americano, a organização atua em tráfico humano, exploração de migrantes, extorsão e narcotráfico. O grupo ganhou destaque durante a campanha presidencial de Trump, que citou repetidamente o avanço da facção em cidades norte-americanas como exemplo dos riscos da imigração irregular.

MS-13

A MS-13, também conhecida como Mara Salvatrucha, nasceu nos Estados Unidos, em Los Angeles, durante os anos 1980, entre imigrantes salvadorenhos que fugiam da guerra civil no país centro-americano.

Com o passar das décadas, a organização se espalhou por El Salvador, Honduras e Guatemala, tornando-se uma das gangues mais violentas das Américas.

Durante o primeiro mandato de Trump, o grupo foi frequentemente citado pelo republicano como símbolo da violência ligada à imigração.

Cartel de Sinaloa

O Cartel de Sinaloa é considerado uma das organizações criminosas mais poderosas do mundo e ficou internacionalmente conhecido sob o comando de Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán.

Após a prisão e extradição de El Chapo para os EUA, os filhos do narcotraficante — conhecidos como “Los Chapitos” — assumiram parte da liderança do grupo.

Segundo a DEA, o cartel opera uma das maiores redes globais de tráfico de fentanil, cocaína, armas e lavagem de dinheiro. Recentemente, o governo americano anunciou novas sanções financeiras contra integrantes do grupo, empresas mexicanas e operadores de criptomoedas ligados ao cartel.

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Senador Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e ex-deputado Eduardo Bolsonaro com o presidente dos EUA, Donald Trump
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca

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Senador Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e ex-deputado Eduardo Bolsonaro com o presidente dos EUA, Donald Trump

Divulgação/Flávio Bolsonaro
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Getty Images

PCC e CV na mira dos EUA

  • Segundo o Departamento de Estado norte-americano, PCC e CV passarão a sofrer restrições semelhantes às aplicadas contra cartéis e organizações terroristas internacionais.
  • A medida prevê sanções financeiras, bloqueio de ativos, restrições bancárias e punições contra pessoas e empresas que mantenham relações comerciais com os grupos.
  • O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro afirmar que pediu pessoalmente a Trump a classificação das facções brasileiras como terroristas durante encontro na Casa Branca.
  • A decisão gerou preocupação dentro do governo Lula, que teme possíveis impactos diplomáticos e jurídicos da medida, incluindo discussões sobre eventual atuação internacional dos EUA contra organizações criminosas brasileiras.
  • Apesar das tensões, Brasil e Estados Unidos mantêm cooperação em inteligência e segurança pública, especialmente em operações contra tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

Cartel Jalisco Nova Geração

O Cartel Jalisco Nueva Generación, conhecido como CJNG, é apontado pela DEA como uma das organizações criminosas mais violentas do México.

O grupo ganhou notoriedade pela capacidade militar e pelo uso de armamento pesado em confrontos contra forças de segurança mexicanas. A facção também é acusada de operar rotas internacionais de tráfico de fentanil e metanfetamina para os Estados Unidos.

O CJNG se consolidou como principal rival do Cartel de Sinaloa após a prisão de El Chapo.

Cartel do Golfo e Cartel del Noreste

Outras organizações mexicanas enquadradas pelos EUA incluem o Cartel do Golfo e o Cartel del Noreste.

As duas facções atuam principalmente na região da fronteira entre o México e os Estados Unidos e são investigadas por sequestros, tráfico de drogas, extorsão e contrabando de migrantes.

Autoridades americanas acusam o Cartel del Noreste de usar “violência terrorista” para controlar territórios no norte do México.

La Nueva Família Michoacana e Cárteles Unidos

Os EUA também foram classificados como terroristas a La Nueva Familia Michoacana e os Cárteles Unidos.

Além do narcotráfico, os grupos são acusados ​​de extorsão, contrabando de migrantes e controle territorial em regiões de produtos de abacate no México.

Segundo autoridades estadunidenses, parte dessas organizações também utiliza criptomoedas e empresas de fachada para movimentar recursos do tráfico internacional.