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Mundo

Carne, café e outros: veja produtos isentos da taxa de 12,5% dos EUA

Nova taxa de 12,5%, imposta pelos EUA ao Brasil e outros países, passa a valer nesta sexta-feira (24/7) e se soma à tarifa anterior de 25%

23/07/2026 19:42, atualizado 23/07/2026 20:16
Reprodução/FGV
Imagem ilustrativa de carga embarcada do Brasil para outros países - Metrópoles

Centenas de produtos ficaram de fora da sobretaxa dos Estados Unidos de 12,5% contra o Brasil, anunciada nesta quinta-feira (23/7), para punir o que o governo Donald Trump chamou de ineficiência de governos no combate ao trabalho forçado. Entre eles, estão carne bovina, suco de laranja, cafés, itens de celulose e alumínio. 

A informação consta em um extenso anexo publicado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) logo após o anúncio da tarifa. A nova taxa substitui uma taxa global temporária de 10%, imposta pelo governo norte-americano após a Justiça dos EUA revogar o tarifaço de Trump. 


Alguns dos produtos isentos:

  • Alumínio;
  • Colbalto;
  • Carvão;
  • Madeira;
  • Carne bovina;
  • Couro;
  • Borracha;
  • Zinco;
  • Nióbio;
  • Petróleo bruto;
  • Terras raras e mineirais críticos;
  • Trigo;
  • Milho;
  • Suco de laranja;
  • Querosene;
  • Mandioca;
  • Açúcar;
  • Cafés e chás;
  • Hortaliças e legumes;
  • Frutas e nozes;
  • Feijões;
  • Cacau;
  • Fertilizantes animais;
  • Insumos para defensivos agrícolas;
  • Itens de celulose, e outros.

Além do Brasil, outros 59 países foram alvos da nova taxação norte-americana. Alguns deles, contudo, foram submetidos a alíquotas inferiores, a exemplo de Argentina, Canadá e Reino Unido. Eles estão no grupo de tarifados com 10% por, segundo os EUA, terem adotado medidas para evitar a importação de produtos feitos com suposto trabalho forçado.

As investigações que basearam a decisão do USTR foram abertas em março deste ano. Elas tiveram como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada pelo governo dos EUA no combate a práticas “injustas ou discriminatórias” contra o comércio do país.

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Levando em conta a tarifa relacionada ao trabalho forçado, o Brasil agora soma tarifas norte-americanas de 37,5%. A nova taxa entra em vigor nesta sexta-feira (24/7).