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Brasil

CNI quer grupo de trabalho para mitigar efeitos do tarifaço dos EUA

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, objetivo do grupo de trabalho é ajudar as empresas que foram atingidas pelo tarifaço

23/07/2026 19:21, atualizado 23/07/2026 19:47
Samuel Reis / Metrópoles
Imagem colorida, autoridades se reúnem em Brasília para tratar sobre o tarifaço dos EUA no Brasil- Metrópoles

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou, nesta quinta-feira (23/7), que sugeriu a criação de um grupo de trabalho para buscar formas de mitigar os efeitos do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil.

De acordo com ele, a ideia é realizar uma nova missão da Nova Indústria Brasil (NIB) aos Estados Unidos, com o objetivo de negociar com representantes americanos. Devem fazer parte desse grupo de trabalho as federações estaduais da indústria, representantes do sistema S, composto por Sebrai, Senai e Sesc, e representantes do governo.

Alban destacou que é preciso manter as negociações com o governo americano e que todas as relações comerciais são importantes.

“Também queremos entender como podemos aprender sobre essa situação incluindo em uma política industrial. Temos que preservar todas as relações comerciais que existem”, disse ele após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa.

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Tarifaço contra produtos brasileiros

Os EUA decidiram, no dia 15 de julho, taxar as exportações brasileiras em 25% após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras.

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Após a conclusão da investigação, o governo brasileiro tentou negociar com representantes americanos. No entanto, o diálogo entre as equipes não resultou em reversão das taxas. O governo do Brasil se pronunciou sobre o assunto e condenou a imposição de tarifas, chamando a medida de desproporcional e inaceitável.

Além disso, na noite desta quinta, o governo americano anunciou uma nova taxa de 12,5%, relacionada a uma investigação sobre práticas para coibir trabalho forçado. Mais de 60 países foram atingidos por essa nova taxa, que deve ser cumulativa com os 25% aplicados anteriormente, totalizando 37,5%.