Brasil está entre países com maior tarifa dos EUA por suposto trabalho forçado
EUA separou o grupo de 60 países atingidos pelo "tarifaço" em três grupos, que vão receber tarifas que variam entre 10% e 12,5%

O governo dos Estados Unidos colocou o Brasil, a partir desta sexta-feira (24/7), no grupo de países submetidos à maior tarifa criada na investigação sobre trabalho forçado.
Os produtos brasileiros alcançados pela medida terão uma cobrança adicional de 12,5%, enquanto países enquadrados em outras categorias pagarão a partir de 10%.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) separou os países em três faixas principais. Aqueles que já adotaram alguma proibição, criaram um sistema parcial aceito pelo governo norte-americano ou prometeram implementar a medida em acordos comerciais pagarão 10%.
A tarifa de 10% será aplicada a Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesUm segundo grupo, formado por União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Suíça, terá uma regra diferente. Para determinados produtos, a cobrança será de 10% ou 12,5%, com o abatimento da tarifa normal de importação que já incide sobre essas mercadorias.
Os demais países, incluindo o Brasil, ficam no terceiro grupo, com a sobretaxa de 12,5%.
“Os parceiros comerciais que não adotaram uma proibição à importação de produtos produzidos com trabalho forçado terão uma tarifa de 12,5%”, afirmou o órgão, em tradução livre.
A cobrança de 12,5% não representa uma acusação de que o Brasil produza ou exporte mercadorias feitas com trabalho escravo. O argumento norte-americano é que o país não teria, na avaliação do USTR, uma proibição específica contra a importação de produtos fabricados nessas condições em outros países.



