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Mundo

Câmara aprova reforma trabalhista de Milei na Argentina

Sessão durou quase 10 horas e texto agora volta para o Senado, já que teve alterações na Casa

20/02/2026 00:38, atualizado 20/02/2026 09:59
Luciano Gonzalez/Anadolu via Getty Images
Confrontos entre policiais e manifestantes em frente ao Congresso Nacional da Argentina Metrópoles 3

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20/2), a reforma trabalhista. O texto já tinha sido aprovado no Senado, mas como teve modificações, retornará à Casa para nova votação. A sessão deve ocorrer na próxima sexta-feira (27/2).

A aprovação ocorreu após mais de 10 horas de sessão. Foram 135 votos a favor e 115 contra. O projeto foi proposto pelo presidente Javier Milei e faz uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina desde os anos 1970.

O texto foi aprovado em um dia marcado por uma greve geral contra a reforma. A paralisação afetou mais de 90% das atividades, segundo o sindicato.

O projeto de lei modifica várias questões dos contratos de trabalho, como mudar o cálculo da indenização por rescisão contratual e permitir o fracionamento do período de férias.

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Outros pontos incluem:

  • Substituição do pagamento obrigatório de horas extras por compensação em folgas;
  • Autorização para pagamento de salários em pesos ou moeda estrangeira;
  • Criação dos chamados “salários dinâmicos”, com remuneração variável por produtividade ou mérito;
  • Ampliação da jornada diária de 8 para até 12 horas, desde que respeitado descanso mínimo de 12 horas entre turnos;
  • Em caso de doença ou acidente não relacionado ao trabalho e decorrente de ato considerado voluntário e de risco, possibilidade de pagamento de 50% do salário-base por três meses — ou seis, se houver dependentes.