Brasil e outros 5 países divulgam nota sobre ataque à Venezuela
Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram nota conjunta com críticas à ação militar dos EUA na Venezuela
atualizado
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Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma nota conjunta neste domingo (4/1) se posicionando sobre o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela. Os governos afirmam “profunda preocupação e rechaço” às ações militares e defendem que a crise no país vizinho seja resolvida por meios pacíficos.
Segundo o texto, os seis países dizem reafirmar “seu apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas” e declaram que os acontecimentos na Venezuela representam grave preocupação. Na nota, os governos afirmam que houve ações militares “executadas unilateralmente no território da Venezuela” e que elas violam pilares do direito internacional.
“Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz o texto.
O que está acontecendo
- Os Estados Unidos atacaram, nesse sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
- O presidente norte-americano, Donald Trump, capturou o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
- Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Os países também afirmam que os ataques representam “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”.
Veja nota:

Defesa de solução pacífica e sem interferência externa
Os governos dos seis países reforçam que a situação venezuelana deve ser resolvida internamente e sem intervenções estrangeiras. Eles ressaltam a importância do diálogo político.
“Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”, afirmam.
O comunicado também defende que apenas um processo político “inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana”.
“Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica das controvérsias e a não intervenção”, diz a nota.
Os governos fazem ainda um apelo à unidade entre os países da região “diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional” e pedem que a Organização das Nações Unidas e outros organismos multilaterais contribuam para reduzir tensões.
“Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região”, conclui a nota.
