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Líderes internacionais reagem aos ataques dos EUA a Caracas. Veja vídeo

Líderes da Colômbia, de Cuba e do Irã condenaram os ataques à Venezuela. Já o presidente argentino celebrou o “avanço da liberdade”

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Ataque a Venezuela
1 de 1 Ataque a Venezuela - Foto: Reprodução / Redes sociais

Após o que o governo venezuelano classificou como um ataque militar dos Estados Unidos contra seu território, governos e líderes internacionais passaram a reagir às acusações de “agressão armada” contra a Venezuela. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques a Caracas, acrescentando que capturou o líder da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa dele.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou-se nas redes sociais afirmando que Caracas estaria sob bombardeio. “Alerta para o mundo inteiro: atacaram a Venezuela. Estão bombardeando Caracas com mísseis. A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente”, escreveu.

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Em comunicado oficial, o governo venezuelano convocou todas as forças sociais e políticas do país a se mobilizarem contra o que chamou de ataque imperialista. “O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, informa o texto.

Segundo o governo venezuelano, o presidente Nicolás Maduro assinou um decreto que declara Estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, determinando a adoção imediata de medidas para proteger a população, assegurar o funcionamento das instituições republicanas e enfrentar a agressão armada.

Reação internacional

  • Cuba

Miguel Díaz‑Canel, presidente de Cuba, também reagiu ao ataque à Venezuela. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou: “Cuba denuncia e exige reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a Nossa América.”

  • Chile

O presidente do Chile, Gabriel Boric expressou profunda preocupação e condenamos as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela, fazendo um apelo enfático por uma saída pacífica diante da grave crise que o país enfrenta. O Chile reafirma seu compromisso com os princípios fundamentais do Direito Internacional, incluindo a proibição do uso da força, a não intervenção, a resolução pacífica de controvérsias internacionais e o respeito à integridade territorial dos Estados.

A crise venezuelana só pode ser resolvida por meio do diálogo, do respeito ao multilateralismo e da cooperação internacional, e não através da violência ou da intervenção estrangeira.

  • Irã

O Irã, aliado político da Venezuela, condenou o suposto ataque dos Estados Unidos, classificando-o como uma “violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial” venezuelana. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu que o Conselho de Segurança da ONU “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os envolvidos.

  • Rússia

A Rússia condenou o “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela, informou o Ministério das Relações Exteriores do país. Em nota divulgada neste sábado, o governo russo afirmou estar “profundamente preocupado” com a situação e destacou a importância de evitar uma escalada do conflito, enfatizando que os esforços devem se concentrar na busca de uma solução por meio do diálogo.

  • Bélgica

O ministro Maxime Prévot comunicou que a embaixada belga em Bogotá está mobilizada para responder à crise em coordenação com parceiros europeus.

  • Holanda

O ministro David van Weel relatou que a situação na capital venezuelana ainda não é clara e que mantém contato direto com a embaixada local.

  • Polônia

O Ministério das Relações Exteriores está verificando o número de poloneses no país, embora ainda não tenha recebido pedidos de assistência.

  • Alemanha

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou neste sábado que acompanha a situação na Venezuela com “grande preocupação”. O comunicado obtido pela Reuters, o governo alemão está em contato próximo com a embaixada em Caracas, e uma equipe de crise deve se reunir ainda hoje para discutir o cenário.

  • Espanha

Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, também se posicionou sobre o ataque à Venezuela: “O Governo da Espanha acompanha de forma rigorosa os acontecimentos na Venezuela. Nossa embaixada e consulados estão totalmente operacionais para prestar assistência aos cidadãos”.  Fazemos um apelo à desescalada e à responsabilidade de todos os envolvidos. É essencial respeitar o Direito Internacional e os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

  • Itália

O ministro das Relações Exteriores da Itália disse que o país monitora a situação na Venezuela com atenção especial à comunidade italiana que vive no país. De acordo com ele, a primeira-ministra Giorgia Meloni está sendo informada constantemente sobre os desdobramentos.

  • Coreia do Sul

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ordenou medidas para garantir a proteção de cidadãos sul-coreanos que estão na Venezuela e determinou que o governo se prepare para uma eventual retirada, caso seja necessário, informou a Presidência do país.

  • México

Ainda sobre o ataque à Venezuela, a presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, afirmou: “O Artigo 2º, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas diz textualmente: ‘Os Membros da Organização, em suas relações internacionais, devem abster-se de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas.'”

  • Argentina

Já o presidente da Argentina, Javier Milei, também reagiu aos acontecimentos envolvendo a Venezuela. Em uma publicação nas redes sociais, ele escreveu: “A liberdade avança. Viva a liberdade, carajo”.

A mensagem foi publicada ao repostar uma notícia de um site que afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria confirmado a captura e retirada do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, do país.


Mais detalhes

  • O governo da Venezuela divulgou nas primeiras horas deste sábado (3/1) um comunicado no qual acusa os Estados Unidos de realizar uma agressão militar contra áreas civis e militares.
  • O ataque ocorreu em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
  • A denúncia foi apresentada formalmente à comunidade internacional.
  • No documento, compartilhado por autoridades venezuelanas nas redes sociais, o governo afirma que as ações violariam a Carta das Nações Unidas da soberania e da igualdade.
  • Segundo o texto, o suposto ataque representa uma grave ameaça à paz e à estabilidade da América Latina e do Caribe.
  • Ainda de acordo com o comunicado, o objetivo da ofensiva seria o controle de recursos estratégicos venezuelanos, como petróleo e minerais.
  • O governo rejeita essa hipótese e afirma que seguirá defendendo a independência nacional, lembrando o histórico do país de resistência a potências estrangeiras.

Ainda de acordo com o documento, o governo também confirmou a mobilização da Força Armada Nacional Bolivariana e a instalação de comandos de defesa integral em todos os estados e municípios.

Paralelamente, a diplomacia venezuelana informou que levará o caso a fóruns internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e o Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL).

O governo declarou ainda que se reserva o direito de exercer a legítima defesa, conforme previsto no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, e fez um apelo por solidariedade internacional.

Explosões, fumaça e chamas visíveis

Imagens que circulam nas redes sociais mostram explosões em diferentes pontos da cidade, com colunas de fumaça e chamas visíveis. Até o momento, não há informações oficiais sobre vítimas nem confirmação independente das acusações.

Vídeo do ataque:


Entenda o caso

  • A capital da Venezuela, Caracas, registrou diversas explosões na madrugada deste sábado (3/1).
  • O governo venezuelano atribuiu os ataques aos Estados Unidos e decretou emergência em todo o país.
  • “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, afirma o comunicado oficial, citado pela imprensa internacional.

 

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