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Venezuela: líderes do governo criticam ação e citam interesses dos EUA

Petistas condenam ataques de Trump e repetem Lula ao pedir intervenção da ONU

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Líder do governo na Câmara, José Guimarães
1 de 1 Líder do governo na Câmara, José Guimarães - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Os líderes do governo e do PT no Congresso Nacional condenaram o ataque dos Estados Unidos à Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (3/1).

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), disse não haver justificativa para a “violação de direitos fundamentais nem para o uso da força como instrumento de imposição política ou econômica”. O petista também disse que “as motivações reais” da ação “permanecem ocultas”, e citou interesses econômicos na exploração de petróleo e de minerais críticos.

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EUA ataca Caracas, capital da Venezuela
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O ditador Nicolás Maduro e Lula
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Lula e Maduro se encontram antes da cúpula dos países sul-americanos
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Lula e Maduro se encontram antes da cúpula dos países sul-americanos

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“Defender a soberania da Venezuela é defender o direito internacional, a paz regional e a estabilidade da América Latina. Qualquer agressão a um país da região representa uma ameaça a todos”, disse no seu perfil no X.

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), também citou possíveis interesses econômicos e disse repudiar “essa ação imperialista que é, na verdade, uma ameaça à própria América Latina”.

Já líder da bancada do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) convocou “as forças democráticas para defender a soberania dos povos latino-americanos” e condenou a ação do governo de Donald Trump.

O deputado petista disse, em publicação nas redes sociais, que o conflito deve ter uma solução mediada por órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

“A Bancada do PT conclama as forças democráticas para defender a soberania dos povos latino-americanos, bem como encontrar soluções negociadas e pacíficas, sem o uso da força militar e com respeito ao povo venezuelano e às instituições democráticas daquela nação”, diz o comunicado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também criticou a ofensiva do governo de Donald Trump na Venezuela, dizendo que as ações “ultrapassam uma linha inaceitável” e que o ataque “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.

Lula também disse que ataques estrangeiros são uma “flagrante violação do direito internacional” e também pediu a interferência da ONU e colocou o Brasil “à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”.

As palavras do chefe do Executivo foram repetidas pelos líderes do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O ex-governador da Bahia disse ainda que “a defesa da paz e da soberania” precisam prevalecer.

Captura de Maduro

Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, Maduro deverá ser indiciado e julgado por uma corte em Nova York por “narcoterrorismo”. Ela acrescentou que o venezuelano enfrentará “toda a fúria” da Justiça dos EUA.

O governo Trump afirmou em diversas ocasiões que o venezuelano encabeça o cartel Los Soles.

“Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Nicolás Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos”, disse a procuradora-geral dos EUA em uma publicação na rede social X.

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