Bolívia: militares irão às ruas para conter manifestações

"Soldados empregarão força proporcionalmente contra grupos de vândalos", disse chefe das Forças Armadas

JUAN KARITA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 11/11/2019 21:52

Após a renúncia do agora ex-presidente Evo Morales, o comandante das Forças Armadas da Bolívia, Williams Kaliman, anunciou nesta segunda-feira (11/11/2019) que vai enviar soldados às ruas do país para operações em conjunto com a polícia. São informações do G1.

Momentos antes, policiais bolivianos pediram intervenção militar para conter manifestações violentas em La Paz e na vizinha El Alto – cidades onde os protestos mais tensos ocorrem desde a renúncia de Evo.

“Vamos empregar a força de forma proporcional contra grupos de vândalos que causam terror à população”, anunciou Kalisman.

De acordo com o comandante da polícia, Yuri Calderón, a missão conjunta começa ainda nesta segunda e terminará “quando se restabelecer a paz em todo território boliviano”.

Carregar mortos
Antes, em nota, a Polícia Boliviana afirmou que não quer “carregar mortos nos ombros” por causa de grupos “violentos com intenção de matar”.

“É uma luta desproporcional. A polícia utiliza agentes químicos contra pessoas que usam armas”, disse corporação, em nota ao jornal El Deber.

Militantes favoráveis a Evo desceram em direção ao centro de La Paz onde fizeram barricadas, entraram em confronto com forças de segurança e incendiaram ônibus – mais de 60 foram destruídos.

Houve também saques a comércios e depredações de casas de apoiadores dos dois grupos opostos na crise na Bolívia.

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