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Mundo

Ataques à Ucrânia aumentam, mas Zelensky promete "vencer o terror"

Presidente ucraniano recomendou aos soldados russos voltarem para casa e abandonar a guerra. "Eles serão rejeitados pelos ucranianos", disse

02/03/2022 21:11, atualizado 02/03/2022 21:59
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Presidency of Ukraine/Handout/Anadolu Agency via Getty Images
Volodymyr Zelenskyy presidente da Ucrânia

O sétimo dia de guerra na Ucrânia terminou com um saldo positivo no quesito político-diplomático, com a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovando resolução contra a Rússia e seu presidente, Vladimir Putin, mas com grandes impactos provocados pelo avanço das tropas russas.

Na noite desta quarta-feira (2/3), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu o recrudescimento dos conflitos. Apesar disso, ele garantiu que vai controlar a invasão e “vencer o terror”.

Em pronunciamento gravado – Zelensky está em Kiev, mas não faz aparições públicas -, o líder ucraniano agradeceu e pediu para os cidadãos e soldados manterem o esforço.

Zelensky recomendou os soldados russos “voltarem para casa e abandonar a guerra”. “Vamos mandar a Rússia embora com a vergonha que merece”, frisa em trecho do vídeo.

Ele acrescentou: “Todos os ocupantes devem estar avisados: eles serão rejeitados pelos ucranianos. Vocês devem lembrar para sempre que nós nunca vamos desistir”.

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A população passou a usar estações de metrô para se proteger
Blindado militar russo se move ao longo da rua, em direção a Kherson, Ucrânia
Separatistas pró-Rússia ajudam nos ataques contra a Ucrânia
Militares russos na Crimeia
Cidadãos ucranianos fugiram da guerra por meio de trens
Separatistas pró-russos, em uniformes sem insígnias, reúnem-se no assentamento controlado pelos separatistas de Mykolaivka (Nikolaevka) e Bugas, na região de Donetsk (DPR) da Ucrânia, em 1º de março de 2022
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Separatistas pró-russos, em uniformes sem insígnias, reúnem-se no assentamento controlado pelos separatistas de Mykolaivka (Nikolaevka) e Bugas, na região de Donetsk (DPR) da Ucrânia, em 1º de março de 2022

Stringer /Agência Anadolu via Getty Images
A população passou a usar estações de metrô para se proteger
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A população passou a usar estações de metrô para se proteger

Aytac Unal/Agência Anadolu via Getty Images
Blindado militar russo se move ao longo da rua, em direção a Kherson, Ucrânia
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Separatistas pró-Rússia ajudam nos ataques contra a Ucrânia
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Separatistas pró-Rússia ajudam nos ataques contra a Ucrânia

Stringer /Agência Anadolu via Getty Images
Militares russos na Crimeia
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Sergei MalgavkoTASS via Getty Images
Cidadãos ucranianos fugiram da guerra por meio de trens
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Omar Marques/Getty Images
Após prédios destruídos em Kharkiv, russos dizem ter tomado Kherson
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Sergei Malgavko/TASS via Getty Images
O mundo acompanha, com atenção, os desdobramentos do conflito. O papa Francisco pede paz
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O mundo acompanha, com atenção, os desdobramentos do conflito. O papa Francisco pede paz

Franco Origlia/Getty Images

O líder ucraniano comemorou a reação da ONU. A reunião extraordinária da Assembleia Geral, após três dias, aprovou resolução contra a Rússia e Putin pela invasão e pelos bombardeios na Ucrânia.

Dos 193 países, 141 votaram a favor, cinco contra e 35 se abstiveram. Eram necessários dois terços para a aprovação. Esta é mais uma da série de sanções que a comunidade internacional tem aplicado contra a Rússia, na tentativa de conter o embate.

O conflito parece não ter fim. A reunião entre representantes da Ucrânia e da Rússia, até então marcada para esta quarta, com o objetivo de chegar a um acordo de cessar-fogo nos confrontos do Leste Europeu, acabou adiada. Esta seria a segunda vez que os dois países se sentariam à mesa de negociação. A primeira reunião fracassou. Ainda não foi divulgada data para a nova conversa.

Avanço russo

A Rússia intensificou a ação de suas tropas e já pressiona ao menos 16 cidades ucranianas. Essas províncias sofrem bombardeios massivos, para viabilizar a tomada de poder pelo Exército do presidente Putin.

Nas últimas horas, Kiev, Kharkiv, Kherson e Mariupol enfrentaram as situações mais dramáticas. Civis são o alvo da ação militar, e a Ucrânia já fala em 2 mil mortos.

O Exército russo ampliou o megacomboio que cercará Kiev, capital ucraniana e centro do poder do país. As tropas, que cobrem um extensão de 64 quilômetros, aproximam-se da cidade.

O megacomboio é formado por tanques, peças de artilharia, veículos de transporte, contêineres com armas e outros equipamentos de logística militar. O grupo está ao redor do aeroporto de Antonov, distante 25 quilômetros do centro de Kiev.

Mapa regiões atacadas Ucrânia