Após captura de Maduro, Trump diz que agora vê Venezuela como “aliada”. Vídeo
Donald Trump disse que, apesar do contexto atual, a tendência é que a Venezuela continue sendo uma aliada futura dos EUA
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (9/1) que vê o governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, como uma força aliada.
Em coletiva de imprensa, o mandatário norte-americano detalhou que observa a Venezuela como um atual e futuro aliado dos EUA. “Bem, agora eles parecem ser um aliado e eu acho que continuarão a ser um aliado. Nós não queremos ter a Rússia lá, não queremos ter a China lá”, declarou.
A fala de Trump surge após o ataque militar, ocorrido no sábado (3/1), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, e da esposa dele, Cilia Flores. Ambos seguem presos nos EUA. Enquanto isso, o governo norte-americano prossegue com o plano de promover uma transição política na Venezuela.
Nos últimos dias, Trump chegou a declarar que o governo venezuelano entregará de 30 a 50 milhões de barris de petróleo aos EUA. Além disso, toda a receita gerada pela venda de petróleo, segundo o republicano, será utilizada pela Venezuela para comprar apenas produtos norte-americanos.
Situação no Irã
Trump também comentou, nesta sexta, na mesma entrevista, a atual situação do Irã, que passa por uma onda de protestos pelo fim do regime do aiatolá Ali Khamenei.
“Então o Irã está em grandes apuros. Parece-me que as pessoas estão tomando certas cidades que ninguém pensava ser realmente possível há apenas algumas semanas. Estamos observando a situação com muito cuidado”, disse.
Os protestos começaram no fim de dezembro, motivados inicialmente pelo colapso econômico. Em 2025, a moeda iraniana perdeu cerca de metade de seu valor frente ao dólar, enquanto a inflação ultrapassou os 40% em dezembro. Com o avanço da repressão policial, porém, os atos ganharam um caráter político mais explícito, exigindo a renúncia de Khamenei, líder supremo desde 1989.
Segundo a imprensa internacional, manifestações já foram registradas em ao menos 25 das 31 províncias do Irã.










