Apesar de pressão dos EUA, ex-presidente é condenado na Colômbia

Álvaro Uribe, presidente da Colômbia entre 2002 e 2010, foi condenado por corrupção passiva e fraude processual a 12 anos de prisão

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe - Metrópoles - Foto: Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images

Álvaro Uribe se tornou o primeiro ex-presidente da Colômbia a ser condenado na história do país. A decisão divulgada nesta sexta-feira (1º/8). O político, que comandou o país entre 2002 e 2010, foi sentenciado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e fraude processual.

Segundo decisão do 44º Tribunal Distrital de Bogotá, Uribe deverá cumprir os 12 anos de pena em prisão domiciliar. A juíza responsável pelo caso, Sandra Liliana Heredia, ainda aplicou uma multa de US$ 578 mil contra o ex-presidente, além de proibi-lo de assumir cargos públicos por 100 meses e 20 dias (cerca de oito anos).

Pressão dos EUA contra processo

A condenação de Uribe vem dias após o governo dos Estados Unidos criticar a ação penal contra o político colombiano. “O único crime do ex-presidente colombiano Uribe foi lutar e defender incansavelmente sua pátria. A instrumentalização do judiciário colombiano por juízes radicais abriu um precedente preocupante”, escreveu, no último dia 28 de julho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, auxiliar próximo do presidente Donald Trump.

A atitude norte-americana de criticar o processo judicial na Colômbia é mais um capítulo na pressão que o governo Trump tem feito sobre governos de esquerda na América Latina. O alvo principal tem sido o Brasil, onde o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi punido pelos EUA por ser o relator de processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O processo contra Uribe corria desde 2012 e girou em torno da ligação do ex-presidente com grupos paramilitares ilegais criados durante década de 1980 na Colômbia, para combater guerrilhas de esquerda. A estimativa do governo colombiano é de que mais de 205 mil pessoas tenham morrido nas mãos de tais organizações, financiadas por fazendeiros, empresários e latifundiários do país.

Segundo a Justiça colombiana, o ex-presidente pressionou ex-integrantes de tais milícias a mudarem depoimentos em casos que o ligavam aos grupos paramilitares.

 

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