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Mundo

Albânia chega ao 4º dia de protestos contra premier e resort ligado a Trump.

Milhares de estudantes foram às ruas de Tirana para exigir renúncia de Edi Rama. Atos já deixaram 89 feridos.

16/10/2026 15:42
Reprodução/X
Imagem colorida, Albânia chega ao 4º dia de protestos contra premiê e resort ligado a Trump - Metrópoles

Milhares de jovens voltaram às ruas de Tirana, capital da Albânia, nesta sexta-feira (16/10), no quarto dia de uma onda de protestos contra o primeiro-ministro, Edi Rama.

Lideradas por estudantes, as manifestações pedem a renúncia do premiê, denunciam casos de corrupção e cobram mais investimentos em educação.

Veja vídeo:

O estopim dos atos é a venda de áreas preservadas do litoral albanês para a construção de um resort de luxo apoiado por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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O empreendimento, avaliado em R$ 22,7 bilhões, tornou-se o principal alvo das críticas dos manifestantes.


Entenda reivindicações dos estudantes

  • O movimento, que começou de forma predominantemente pacífica, ganhou força após meses de reivindicações que, segundo os estudantes, foram ignoradas pelo governo.
  • Inicialmente concentrados na oposição ao resort, os protestos se ampliaram e passaram a incluir pautas por melhorias na educação e medidas contra a corrupção.
  • A escalada também aumentou a violência nas ruas. Na quinta-feira (15/10), manifestantes quebraram janelas e semáforos, depredaram comércios e invadiram um banco. Os atos terminaram em confronto com a polícia albanesa.
  • Segundo informações divulgadas por um jornal britânico, 89 pessoas ficaram feridas nos protestos, sendo 61 policiais.

Governo descarta renúncia

Edi Rama descartou deixar o cargo na quinta, horas antes de novos confrontos em frente ao Ministério da Educação. Na ocasião, policiais de choque usaram gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar jovens que atiravam pedras.

O premiê afirmou que pretende ouvir as reivindicações dos manifestantes, mas defendeu a permanência no cargo. Segundo ele, renunciar seria trair os eleitores que lhe deram mandato para concluir as negociações de adesão da Albânia à União Europeia (UE).

Rama conquistou o quarto mandato em 2025, com a promessa de aproximar o país do bloco europeu. O governo pretende avançar no processo de adesão até 2028.