Greta Thunberg participa na França de protestos por melhorias na educação
Ativista sueca Greta Thunberg participou de mobilização em Saint-Denis. Estudantes denunciam falta de professores e superlotação

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg se juntou, nesta terça-feira (13/10), a estudantes franceses que protestam por melhores condições de ensino no país. Ela esteve diante do liceu Paul-Éluard, em Saint-Denis, nos arredores de Paris, um dos principais pontos de mobilização dos jovens, que organizam novos atos em diversas cidades da França.
As manifestações chegaram à quinta jornada de mobilização e se intensificaram nas últimas semanas. Entre as principais reivindicações, estão contratação de professores, redução da superlotação nas salas de aula, melhoria da infraestrutura escolar e revisão de horários considerados excessivos.
Conhecida internacionalmente por liderar greves estudantis em defesa de medidas contra as mudanças climáticas, Greta declarou apoio aos jovens franceses e criticou a falta de investimento na educação.
“Os jovens não estão sendo incluídos no debate. Nosso futuro está sendo roubado de nós”, afirmou a ativista, segundo divulgações da imprensa internacional.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesProtestos se espalham pelo país
A mobilização na França começou no fim de setembro e ganhou força com bloqueios de escolas, passeatas e manifestações em diferentes regiões do país. Na semana passada, mais de 70 mil pessoas participaram de um dos atos nacionais, conforme números divulgados pelas autoridades francesas.
Nesta terça-feira, estudantes voltaram a bloquear entradas de instituições de ensino em Paris e em outras cidades. Em Saint-Denis, advogados também compareceram ao local de uma das manifestações e formaram um cordão humano para proteger os adolescentes, diante de denúncias de violência policial durante protestos anteriores.
Embora grande parte dos atos tenha ocorrido de forma pacífica, episódios de confronto, vandalismo e danos a instalações escolares foram registrados em algumas localidades. O governo francês acompanha a situação e pede moderação aos manifestantes.
Governo promete reforçar quadro de professores
O Ministério da Educação anunciou a mobilização de cerca de 3 mil professores substitutos para atender às escolas com maior carência de profissionais. Segundo o ministro Édouard Geffray, parte dos docentes já havia sido designada para as unidades de ensino mais afetadas.
A medida, no entanto, não encerrou a insatisfação dos estudantes, que cobram respostas mais abrangentes para os problemas enfrentados no cotidiano escolar.
As mobilizações ocorrem a poucos meses das eleições presidenciais francesas, previstas para 2027, e ampliam o debate sobre os investimentos públicos e as condições de funcionamento das escolas.
Com a participação de sindicatos, universitários e representantes de diferentes setores, os protestos buscam manter a pressão sobre o governo para que as reivindicações sejam atendidas.
